Por que o Corinthians não processa a REAG/PCC?

Durante a gestão do Arena Fundo FII, responsável pelas contas do estádio de Itaquera, a REAG, administradora contratada na presidência de Duílio “do Bingo” Monteiro Alves, aprontou bastante.
Desviou dinheiro do clube para fundos próprios, deixou de publicar balanços, não auditou seus documentos, investiu em um imóvel na Mooca — posteriormente revendido sem que haja detalhes claros sobre a transação —, foi investigada por ligação com o PCC, acabou dissolvida e, mesmo após deixar de existir oficialmente, assinou o Informe Mensal de fevereiro de 2026, permanecendo listada como responsável pela contabilidade.
Como explicar?
Pior: por que o Corinthians, que estranhamente não agiu para retirar a REAG do Fundo — enquanto Juventus e Portuguesa o fizeram logo após a primeira manchete policial — segue sem formalizar sequer um Boletim de Ocorrência contra o proprietário da empresa, conselheiro do Palmeiras?
Não há dano a ser reparado?
Como o clube pretende reaver a quantia “investida” em fundos bloqueados pela Justiça?
E a dívida de R$ 100 milhões que desapareceu dos Informes?
Até o momento, o Arena Fundo segue acéfalo, sem que se saiba, ao certo, quais punições receberá da CVM, diante de tantas irregularidades.
Osmar Stabile, presidente do Corinthians, assumiu compromisso eleitoral de proteger ex-presidentes infratores da agremiação de possíveis punições no âmbito interno.
Será que o acordo inclui também a preservação das negociatas?
O intermediário da chegada da REAG ao Arena Fundo foi Adriano Monteiro Alves, irmão do então presidente Duílio — o mesmo que apresentou a TAUNSA em Parque São Jorge.

