Jogador machista do Bragantino deve ser punido, mas é preciso algo mais

Ontem, o zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, disse diversas bobagens de teor misógino em ataque à ótima árbitra Daiane Muniz.

Depois, diante da repercussão, foi orientado a pedir desculpas.

Ameniza, mas não resolve.

Marques precisa ser punido com rigor — para que sirva de exemplo.

Resta saber se isso ocorrerá.

O problema é que a reprimenda pode até inibir o comportamento de outros ignorantes — o que já é algo relevante —, mas não enfrentará a questão principal: ensinar a ele, e aos que virão, o mínimo de civilidade.

Neste caso, a responsabilidade é dos clubes — compartilhada com a formação que os atletas trazem de casa.

É necessário que, desde o momento em que passem a frequentar as agremiações, os jogadores sejam submetidos a programas permanentes de orientação contra todo tipo de preconceito, com acompanhamento efetivo também dos treinadores das categorias de base.

Muitos deles, igualmente despreparados, por ação ou omissão, acabam incentivando práticas reprováveis que resultam em cidadãos intelectualmente despreparados para a convivência em sociedade.

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1 Comentário

  1. Ele mentiu? Qual a melhor arbitra do país? A Edna que é ruim e ja fez lambança em varios jogos, inclusive sendo afastada?
    A reclamação dele é pertinente. Quartas de finais nao é lugar pra teste. Era jogo pra alguem impor respeito e infelizmente a arbitra ainda não tem know-how pra isso.

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