Futuro do São Paulo não é promissor

Nas próximas horas, salvo decisão judicial em contrário, o São Paulo passará pelo constrangimento de precisar votar o impeachment do presidente Julio Casares.

As evidências impõem a deposição.

Desde o início, não era crível que um executivo de emissora abandonasse um cargo em que embolsava quase R$ 200 mil para assumir uma presidência que pagava R$ 30 mil, sem objetivos claros de compensar financeiramente essa diferença.

Não há como explicar à família tamanha redução voluntária do padrão de vida.

O mesmo ocorreu no Corinthians, quando um desempregado ligado ao crime organizado assumiu a presidência não remunerada do clube e, como por encanto, passou a adquirir imóveis, carros de luxo e outros bens incompatíveis com sua situação financeira.

No Timão, o cartola foi afastado e tornou-se réu por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado.

Casares parece trilhar caminho semelhante.

Da mesma forma que era fácil prever o que ocorreria com o São Paulo após a eleição de Casares, é nítido que, dependendo do nicho de oposição que venha a ocupar seu espaço, pouca coisa mudará.

Os costumes são os mesmos, como comprovam as negociações por áudio que tornaram públicos os assaltos ao clube.

Esse grupo também tem gasto dinheiro com influenciadores e até jornalistas.

A desculpa é sempre a mesma: “para o bem do São Paulo”, quando, em verdade, o objetivo é o favorecimento de determinado clã político.

São todos farinha do mesmo saco.

O Tricolor merece mais.

Existem possibilidades interessantes de mudança no Conselho da agremiação, porém inviabilizadas pela ação predatória de uma situação bandida e de um núcleo de oposição ávido por roubar.

O futuro, nesse contexto, não é promissor.

Mas, falando do presente, urge o afastamento de Casares, que, comprovadamente, lesou o São Paulo durante sua desadministração.

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