A herança da REAG/PCC na contabilidade do estádio do Corinthians

Ainda hoje, às 8h25 — horário em que este texto era digitado — constava como administradora do Arena Fundo FII, gestor do estádio de Itaquera, a criminosa REAG, ligada ao PCC, liquidada ontem pelo Banco Central.
Trata-se de uma ilegalidade.

O Corinthians, proprietário do fundo, segue calado — e omisso.
A herança dessa parceria, iniciada na gestão Duílio “do Bingo”, sem oposição dos que vieram depois (Augusto Melo e Osmar Stabile) é das mais complicadas.
Havia, até o último informe, pouco mais de R$ 20,1 milhões pertencentes ao clube “investidos” em fundos controlados pela REAG.
Esse dinheiro foi sacado?
Se não, como fazê-lo agora, se bens e contas dos administradores da gestora estão bloqueados e a própria empresa foi encerrada?
Os desvios tiveram início durante a presidência de Augusto Melo, mas continuaram, sem qualquer manifestação contrária, sob Stabile.
São eles que, em caso de perda da quantia, devem ser responsabilizados.
Há meses é conhecida a ligação da REAG com o PCC e, agora, também com o criminoso Banco Master.
Outras heranças ainda serão entregues.
Há três anos o Arena Fundo não publica balanço — obrigação legal — nem audita suas contas.
Neste mês, deveria ter sido divulgado o Informe Trimestral, que atualizaria o valor do dinheiro alvinegro aplicado em fundos da REAG — valor que pode ser bem superior aos R$ 20,1 milhões conhecidos.
Existe ainda o impasse da dívida de R$ 100 milhões, confessada pelo clube, apontada em auditoria da BRL Trust — aprovada por todas as partes — como decorrente da ausência de repasses da Arena de Itaquera, que, estranhamente, desapareceram dos recentes Informes Mensais, sem qualquer notícia de acordo de pagamento ou amortização.
Parece haver algo de podre na ligação entre o Parque São Jorge e a Faria Lima.
O Corinthians que se dê por satisfeito se os prejuízos forem “apenas” econômicos, pois existe a possibilidade de o clube estar envolvido criminalmente nas manobras da REAG.
