Palmeiras segue inerte com Abel Ferreira

Desde que assumiu a presidência do Palmeiras, Leila Pereira — exceção feita às manobras políticas — optou por uma gestão inerte, temerosa de comprometer os avanços conquistados em administrações anteriores.
Inclusive no futebol.
Porém, no esporte, por vezes é necessária alguma movimentação.
É evidente que Abel Ferreira merece todos os elogios possíveis pelos ótimos resultados alcançados — amparados por uma situação financeira muito superior à dos adversários —, mas também diversas críticas pelas perdas de alguns campeonatos.
Chegou-se, entretanto, a um limite.
Há anos sem alterar o esquema tático, os times de Abel tornaram-se previsíveis — e nem sempre poderão ser salvos, como foram, por raridades oriundas das categorias de base.
Era o momento de mudar.
A presidente, porém, não teve coragem.
O Palmeiras seguirá com o mesmo trabalho dos anos recentes: desgaste natural nos relacionamentos, ausência de evolução tática e um caixa trabalhando muito para preencher os bolsos do treinador, que receberá o maior salário do Brasil.
