Corinthians: SAFIEL é apresentada à realidade fora do mundo da internet

Ontem, fracassaram as duas tentativas da SAFIEL de convencer os conselheiros do Corinthians a apoiarem a iniciativa.

A pressão — materializada em uma manifestação financiada às portas do clube, mas divulgada como espontânea — teve comparecimento pífio.

Todos os presentes vestiam camisetas e exibiam faixas idênticas da campanha.

O erro, neste caso, foi a soberba.

Acostumada ao submundo digital, a SAFIEL tem bancado influenciadores e comprado impulsionamentos nas redes sociais, artifícios que mascaram a real dimensão das adesões.

O movimento é grande na internet, mas, como se viu ontem, não possui lastro nas ruas.

Na reunião que discutiu o assunto, novo fracasso.

Os representantes do projeto repetiram o discurso de sempre e perderam-se quando questionados sobre a concentração de poder prevista para quem investir mais dinheiro, sobre a irrealidade da arrecadação proposta — ainda assim inferior ao que o Corinthians realmente vale — e sobre outras polêmicas comprovadas documentalmente, das quais fogem com o pueril discurso de “fake news”.

Não são.

Até mesmo Miriam Athiê, a ex-vereadora condenada sob acusações de corrupção, parente de um dos membros do grupo, ao perceber que o barco afundava, tentou propor um meio-termo entre a SAFIEL e os anseios dos conselheiros.

Saiu-se mal com ambos os lados.

Agora, os influenciadores terão de se desdobrar para manter a narrativa de apoio “monumental” sem recorrer ainda mais ao discurso de “nós contra eles” e de “salvadores da pátria” — retórica que viraliza nas redes, mas gera antipatia dentro do clube e se mostra ineficaz quando não acompanhada de um projeto, e de pessoas, que realmente possuam credibilidade e não carreguem obscuridades.

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