Voto do ‘Fiel Torcedor’ não é realidade no Conselho do Corinthians

Na reunião que discutiu possíveis mudanças no Estatuto do Corinthians quanto ao voto do Fiel Torcedor, mecanismo que ampliaria significativamente o colégio eleitoral, houve unanimidade quanto à necessidade de adoção do sistema.

Mas é cedo para que o torcedor alvinegro se anime.

No Conselho, vale o que está escrito na cédula — e, a partir dela, as opções serão definidas.

E é justamente nesse papel que a unanimidade deixará de existir.

Entre os itens submetidos à escolha, haverá um que permitirá, sob “opções de alteração”, simplesmente manter tudo como está.

Por óbvio, os espertos conselheiros escolherão aquilo que melhor lhes convém.

Só há um caminho para impedir esse movimento: uma reunião entre líderes de chapas, conselheiros vitalícios, presidentes da diretoria e do Conselho, que — mediante acordo — retirem esse item da votação, mantendo apenas os modelos de ampliação do colégio eleitoral a serem analisados.

Sem pressão, isso não acontecerá.

E, ainda que aconteça, se a votação for fechada, o desfecho será previsível.

Um alerta!

Se, por um lado, o atual sistema permite a endinheirados a facilidade da compra de votos — por conta do pequeno número do colégio eleitoral —, por outro, instaurado o voto do Fiel Torcedor, amplia-se o risco de que outros ricos subvertam as eleições por meio de dinheiro investido em influencers mercenários, especialistas em manipular como poucos a esperança — ou a burrice — de muitos.

É necessária vigilância e responsabilidade.

Se o pleito recente tivesse ocorrido nesse modelo, os vitoriosos seriam, ainda assim, Augusto Melo, réu por subtrair dinheiro do Corinthians, e o vigarista André “do Bilhão”, ainda mais perigoso do que o primeiro.

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