O cérebro do Presidente do Vasco da Gama

Há alguns dias, o Blog do Paulinho revelou que o presidente, de fato, do Vasco da Gama atende pelo nome de Alan Belaciano — figura que se impôs nos bastidores do clube amparada pela proximidade com o clã Bolsonaro, especialmente Flávio Bolsonaro e o operador Fabrício Queiroz.
O advogado comanda Pedrinho como quem puxa as cordas de uma marionete, em uma relação que tem incomodado profundamente conselheiros cruzmaltinos.
Vamos aos fatos.

O “Cérebro” de Pedrinho
Apontado como o principal estrategista por trás da eleição de Pedrinho, Belaciano teria articulado — segundo fontes internas — uma rede de empresários dispostos a financiar a campanha.
Dinheiro que, naturalmente, em algum momento precisaria ser ressarcido.
Essa movimentação consolidou uma estrutura de poder paralela dentro do clube, mesclando política, negócios e interesses privados, inclusive de uma ala bolsonarista que passou a influenciar diretamente as decisões do Vasco.

Passado, conflito de interesses e ética profissional
Enquanto presidia a Assembleia Geral vascaína, Belaciano atuava simultaneamente como advogado de credores trabalhistas do clube — entre eles os jogadores Johnny Mag e Rodrigo Pimpão.
Foi dele, também, a ação que resultou na exclusão do Vasco do Ato Trabalhista, em 2017.
O conflito de interesses é evidente.
Pior: fontes ouvidas pelo Blog afirmam que, diante de impasses jurídicos, a balança de Belaciano, por razões pessoais e políticias, tenderia a favorecer interesses externos ao Vasco.
Ainda em 2017, após ter sido expulso do quadro de associados por advogar contra a agremiação, o advogado processou o clube pedindo R$ 637 mil por danos morais.
Perdeu — e acabou condenado a pagar R$ 60 mil em custas processuais.

Vasco da Gama vs. dinheiro
Em 2015, Belaciano foi pressionado por acusações de que estaria aliciando funcionários para processarem o Vasco na Justiça do Trabalho — alguns sob seu patrocínio, outros em nome de Osvaldo Sestário, sócio de seu escritório.
Recebeu, então, um ultimato: abandonar as causas ou deixar o clube.
Ele próprio explicou sua decisão em entrevista ao GE:
“Eu me afastei por causa das questões profissionais.”
“Em 2015, o grupo me pediu, mas expliquei que era meu trabalho, que tinha compromissos éticos com os clientes, então optei em me afastar.”
Anos depois, há quem garanta que o comportamento não mudou.
Quais interesses orientam Alan Belaciano?
Os dos investidores da campanha? Os da ala bolsonarista? Ou os do Vasco da Gama?
A trajetória do advogado expõe uma simbiose perigosa entre o jurídico, o político e o comercial, corroendo a já frágil governança de um clube histórico.
O resultado é um Vasco da Gama que luta há anos não por glórias esportivas, mas por sua própria sobrevivência institucional.

