Corinthians protege clã Monteiro Alves de investigações do MP-SP

Induzido a erro, o MP-SP investiga, neste momento, falcatruas menores cometidas pelo clã Monteiro Alves no exercício do poder no Corinthians.

Notas fiscais fajutas em troca de dinheiro miúdo, gastos suspeitos com cartões corporativos, entre outras irregularidades.

O golpe graúdo, porém, se deu nas confissões de dívidas — devidamente documentadas e à vista de todos.

Escondidas, paradoxalmente, na vitrine.

Adriano Monteiro Alves, que atuava como CEO na gestão do irmão, além do episódio da TAUNSA, comprometeu mais de R$ 200 milhões em aceites de cálculos de pendências formulados por agentes de jogadores que, por anos, engordaram os caixas de cartolas da Renovação & Transparência.

Juros sobre juros, multas e acréscimos diversos foram aceitos sem qualquer tentativa de negociação por descontos.

Como se os dirigentes, de alguma forma, se beneficiassem diretamente desses acréscimos.

Na mesma linha, também sob a condução de Adriano — e com aval do departamento jurídico — o clube reconheceu uma dívida de R$ 100 milhões com o Arena Fundo, negada pelo Corinthians durante dez anos.

Pendência que jamais constou nos balanços.

A operação coincidiu com a troca da administradora do Fundo — da BRL Trust para a REAG, investigada por suspeita de lavar dinheiro do PCC — no mesmo intervalo em que a diretoria jurídica mudou de mãos: de Heroi Vicente para Daniel Bialski, advogado de Duílio.

É justamente nesse ponto que a nova diretoria do Corinthians prefere se omitir.

Dificultar a entrega ao MP de documentos irrelevantes – tratando-os como importantes – parece método para ocultar deslizes muito mais graves.

Em Parque São Jorge, sequer há investigação interna a respeito.

O aceite das pendências serviu de base para ações judiciais dos agentes, protocoladas dias após a queda da Renovação & Transparência.

Números que, sem qualquer discussão, foram incorporados como verdadeiros ao Regime Centralizado de Execuções.

Enquanto a atenção é desviada, Adriano Monteiro Alves segue operando: além de controlar o marketing do Corinthians, conduz negócios na Arena de Itaquera em ritmo avassalador.

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