Pedro e os Garcias no Corinthians

Em 20 de abril, o Blog do Paulinho, por meio da matéria intitulada “Fernando Garcia ressurge no Corinthians”, revelou que o agente — irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga —, em razão dessa ligação, vinha sendo protegido pela gestão Augusto Melo.
Enquanto isso, seus “concorrentes” eram prejudicados.
Durante todo o período da Renovação e Transparência, não era possível realizar negócios no departamento de futebol do clube sem que as mãos de três intermediários — que, evidentemente, repartiam comissão com cartolas — fossem beijadas: Giuliano Bertolucci (sócio de Kia Joorabchian), Carlos Leite e Fernando Garcia.
Os dois primeiros foram abandonados pela gestão Augusto; Garcia, não.
O peruano Carrillo, por exemplo, foi direcionado à famosa ELENKO — que sequer participou das negociações.
Romero e Ryan também figuram entre os agenciados, assim como alguns atletas da base — entre eles Dieguinho, de apenas 17 anos.
Não por acaso, o Corinthians, ao mesmo tempo em que incluía seus calotes a Bertolucci e Leite no RCE, empenhava-se, na suspeita venda de 30% de Pedro ao Zenit, em quitar o que devia a Garcia — também agente do atleta.
A perda financeira futura, sabe-se agora, é multimilionária, diante das propostas que surgem no horizonte.
O maior indício de que houve irregularidade é o silêncio, até então, do falastrão Augusto Melo.
Um negócio feito na surdina, que favoreceu a famiglia Garcia — porque há quem acredite que o dinheiro do futebol abasteça, também, outros negócios do grupo —, conhecido por sua generosidade com dirigentes que os ajudam.
Tal qual o Centrão, Paulo Garcia esteve presente em todas as recentes gestões do Corinthians — sem ocupar cargo, mas influenciando a indicação de diretores, funcionários e, por óbvio, alguns negócios.
A situação permanece, de maneira preocupante, sob Osmar Stabile.
