Quem tem mais condições para resolver a crise corintiana?

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Noves fora o candidato vendedor de terreno no mar, como o presidente impedido, 299 conselheiros corintianos elegerão nesta segunda o presidente do clube até dezembro de 2026.

Osmar Stabile e Roque Citadini têm vantagem clara sobre os dois últimos candidatos, Augusto Melo e André Negão: são fichas limpas, obrigação que vira qualidade no pantanoso mundo do futebol.

Além do mais, falam português compreensível.

Stabile tem o pecado mortal de ter sido vice do cartola réu por furtar o Corinthians, além de acusado de pertencer à organização criminosa e lavar dinheiro.

Citadini tem a seu favor o compromisso de saneamento financeiro, sem o qual o futuro do alvinegro é tão sombrio quanto o presente, que é lição apenas de como não fazer. Sobra o passado, de fato, uma bandeira.

Não por acaso, muitos dos embarcados no óbvio pesadelo Augusto Melo agora imaginam que a manutenção da estabilidade seja sinônimo de paz.

Se são ingênuos ou acéfalos, a rara leitora e o raro leitor decidem.

Em tempo: Stabile dedicará meio período ao clube, como disse e tem feito no período de interinidade, por causa de suas empresas; Citadini fará período integral, aposentado e com a vida ganha.

Ninguém, nem que fique 48 horas por dia em Parque São Jorge, resolverá todos os problemas em 16 meses.

Com dedicação exclusiva, poderá encaminhar as soluções.

Você ainda quer saber em quem eu votaria?

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