Desmascaradas as mentiras de Augusto Melo sobre o processo de impeachment no Corinthians (com documentos)

Há algum tempo, Augusto Melo, presidente denunciado do Corinthians, incluiu em seu vasto arsenal de mentiras a alegação de que não teve direito de defesa garantido no processo de impeachment que será julgado pelos associados do clube no próximo dia 9 de agosto.
O Blog do Paulinho teve acesso aos documentos.
Em 5 de maio de 2024, o Conselho Deliberativo enviou-lhe ofício requerendo:
“(…) cópia das mensagens (e-mails, WhatsApp, etc.) que deram origem ao envio de minutas e/ou contratos relativos ao acordo de patrocínio entre o SCCP e a Vai de Bet, onde, segundo informações do advogado responsável pela lavratura do contrato, Dr. Rui Almeida, prestadas à Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo, desde o início já havia previsão de participação de intermediário.”
A mensagem, paralelamente, evidencia a mentira contada pelo próprio Rui Almeida — advogado indicado pelo Centrão, que ainda permanece no cargo — ao tentar, à época, encobrir as falcatruas da diretoria.
Augusto demorou 18 dias para responder — o fez apenas em 23 de maio de 2024 —, sem, no entanto, cumprir o requerimento.
Alegou que a exposição das conversas informais poderia originar vazamentos, violando o sigilo contratual.
“(…) há cláusula de confidencialidade a que todos nós do Corinthians temos obrigação de respeitar, e eu, como Presidente, jamais daria causa à quebra do contrato. Em se tratando de conversa informal, contrato assinado, para saber o que há nele, bastava seguir as regras estatutárias que todos conhecem e que o senhor já aplicou outras vezes. Requeira a mim, e eu determinei que seja dada vista na Diretoria Jurídica. Não poderia informar sobre cláusulas contratuais em vigor em conversas informais, pois isso me desobrigaria prematuramente de uma cláusula de confidencialidade, com viés de vazamento premeditado, como aconteceu em São Paulo.”
O inquérito policial comprovou, porém, que tais conversas nunca existiram, assim como a participação de Alex Cassundé na intermediação do patrocínio.
Após a manifestação de Augusto Melo, o Conselho Deliberativo encaminhou o caso à Comissão de Ética e Disciplina, que iniciou o processo de impeachment.
Em 28 de agosto de 2024, o órgão enviou ao então presidente intimação com prazo de dez dias para apresentação da defesa.
Após tentativa infrutífera de intimá-lo em seu endereço residencial — estranhamente com a mensagem de “mudou-se” —, a ciência só ocorreu em 4 de setembro, no gabinete presidencial.
Cinco dias depois, a Comissão de Ética prorrogou o prazo de defesa de Augusto Melo por mais dez dias.
O cartola foi intimado no dia seguinte, em 10 de setembro de 2024.
Na mesma data, a secretária do presidente, em nome dele, retirou cópia dos autos do processo junto à Comissão.
Em 12 de setembro, Roberson de Medeiros, vulgo Dunga, concedeu novo prazo de dez dias a Augusto Melo.
No dia 26 de setembro — quatro dias após o fim do prazo —, Augusto apresentou sua defesa.
Quase um mês depois, em 23 de outubro de 2024, a Comissão de Ética finalizou o parecer e o enviou ao Conselho Deliberativo.
Dali em diante, seguiram-se os trâmites conhecidos que resultaram no afastamento do presidente, por decisão majoritária do órgão, e na consequente convocação da Assembleia Geral, marcada para 9 de agosto de 2024.
Abaixo, em ordem cronológica, todos os documentos que embasam a matéria


















