Abel Ferreira e a soberba que precede a queda

Em entrevista coletiva, ao ser questionado sobre a possibilidade de renovação de contrato com o Palmeiras, o treinador Abel Ferreira respondeu:
“Estou aqui porque ganhei. Só falta uma cláusula para assinar com o Palmeiras: se eu não ganhar títulos, posso ir embora. É a única que falta porque a Leila não quer colocar.”
Apesar dos 46 anos, Abel parece carecer de maturidade.
A soberba atual destoa dos resultados anteriores à sua chegada ao Palmeiras, quando era apenas uma aposta de risco, sem conquistas relevantes na carreira.
Abel demonstrou competência relativa ao comandar um clube com o segundo maior orçamento da América Latina e, ainda assim, não dominar a Libertadores da América, sendo superado diversas vezes por adversários menos qualificados.
No Brasil, diante da desigualdade financeira, teve êxito.
Passou vexames, porém, em todas as edições do Mundial de Clubes que disputou.
Ainda que fosse o que acredita ser, Abel deveria pisar no freio — ao menos até ser testado em condições mais adversas, sem a montanha de dinheiro de que dispõe a cada temporada.
Ainda assim, com elenco farto, e mesmo nas conquistas, qual time do Palmeiras treinado pelo português é capaz de desbancar, no apreço dos torcedores, as Academias ou o de 1996?
