Presidente denunciado do Corinthians mentiu até no documento de indiciamento

Aparentemente incontrolável, a mitomania de Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, deu o ar da graça durante entrevista concedida à Polícia Civil, no inquérito em que é indiciado por formação de quadrilha para furtar os cofres do clube.
O Blog do Paulinho teve acesso ao documento.
Ao ser questionado sobre seu grau de instrução, o cartola respondeu: superior completo.
Segundo apuração em órgãos oficiais, não há comprovação sequer de conclusão do ensino fundamental.
Provavelmente por não compreender o significado da palavra, Melo respondeu à Polícia que sua vida conjugal não é harmônica — o que, segundo relatos, seria até verdade.
O dirigente afirmou não possuir dinheiro em banco.
A investigação policial, porém, comprovou não apenas que possuía, como também que a origem dos recursos é ilícita.
Chama atenção sua resposta sobre a posse de veículo: afirmou que não possui, embora costume circular com alguns no Parque São Jorge — de quem seriam?
Augusto teve a cara de pau de afirmar que nunca foi processado, mesmo sabendo que a Polícia, obviamente, teria acesso à sua condenação à prisão por sonegação fiscal.
Sobre o crime contra o Corinthians, objeto da investigação, o indiciado — aparentemente traído pelo subconsciente — declarou que não estava alcoolizado nem sob forte emoção no momento da prática, e que não se arrepende de tê-lo cometido.



