A má-gestão do departamento de futebol do Palmeiras

A participação do Palmeiras na Copa do Mundo de Clubes, diante da pobreza de futebol apresentada e de fatos inquestionáveis — como o péssimo desempenho, desde antes do torneio, de Vitor Roque, contratado por valores de estrela mundial, embora fracassado na Europa — ajudou a expor a má gestão de recursos do clube em seu principal departamento.
Os problemas são diversos.
O endeusamento de Abel Ferreira — para quem a presidente do clube acena com renovação até o final do mandato, dizem, ao custo de R$ 5 milhões mensais — é um dos pilares do mau comportamento.
Contratações como a de Paulinho — de quem não se discute a qualidade —, trazido com relevantes problemas físicos, são inconcebíveis em um ambiente minimamente profissional.
O Verdão terá que correr atrás de reposições sem, contudo, abrir mão de pagar vencimentos (altos) a quem, talvez, só consiga entrar em campo em 2026.
Outras contratações, todas muito caras, em nenhum momento elevaram o padrão de uma equipe sustentada pela segunda maior arrecadação entre os clubes brasileiros.
A obrigação era, no mínimo, dividir o protagonismo com o Flamengo.
O que se viu, recentemente, foi a perda de um Campeonato Paulista para uma equipe muito inferior do Corinthians, quatro anos de “fila” na Libertadores (vencidas por equipes brasileiras), cinco na Copa do Brasil e o fracasso no Brasileirão de 2024.
