“Organizadas” pressionam o Corinthians para preservar vantagens com a adoção da biometria

Durante a semana, membros de facções ‘organizadas’ reuniram-se com a diretoria do Corinthians, preocupados com a adoção — obrigatória por lei — da biometria facial para a entrada nos estádios
O objetivo era manter as “vantagens” — a maioria delas em desfavor do torcedor comum, especialmente dos que pagam pelo programa “Fiel Torcedor”.
Estranhamente, a empresa responsável pelo serviço — que deveria limitar-se à função técnica de implementação e operação do sistema — também participou do encontro.
A informação é de que os faccionados saíram satisfeitos com o que ouviram.
Ou seja, a resolução será ruim para o clube e pior ainda para a maior parte do público que frequenta os jogos do Corinthians.
O correto seria, com o auxílio da biometria, permitir a venda de ingressos exclusivamente pela internet — sem reservas especiais —, liberando todos os setores a quem os adquirir primeiro.
Ninguém deve ter privilégio.
É absurdo que os lugares mais baratos sejam reservados às organizadas, impedindo que torcedores de menor poder aquisitivo tenham acesso aos jogos, já que os demais ingressos possuem preços impraticáveis.
Stabile, ao que tudo indica, assim como fizeram seus criticados antecessores, lavará as mãos para não se indispor com os marginais que, há décadas, tomam indevidamente um espaço que deveria ser compartilhado de maneira justa.
Algum dia o Corinthians terá um presidente — ou um gestor de SAF — com coragem suficiente para encerrar essa promiscuidade?
Além de preservar os privilégios das organizadas, Stabile convidou-as – conforme revelado pelo presidente dos Gaviões da Fiel – a integrar uma comissão de gestão das categorias de base, escancarando a falta de noção e a ausência de coragem da administração.
