Neymar pai quer desmatar área protegida para construir CT do Santos

Ontem, Neymar pai anunciou uma parceria com o grupo Peralta para a construção de um centro de treinamentos, que seria destinado, em parte, ao Santos Futebol Clube.

O prazo anunciado para a conclusão da obra é de um ano.

Serão construídos cinco campos — dois para o Peixe e três para o grupo de Neymar.

O custo, no entanto, vai além do que será desembolsado pelos investidores.

Haverá a destruição de nove hectares de restinga no limite do Parque Estadual Xixová-Japuí, uma das últimas áreas preservadas da Baixada Santista.

Criada em 27 de setembro de 1993, essa unidade de conservação, localizada entre Praia Grande e São Vicente, protege 901 hectares — sendo 600 terrestres (com áreas de restinga, mata de encosta, costões rochosos e praias) e 301 marítimos — abrigando espécies nativas, algumas ameaçadas de extinção.

A região já foi objeto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que obriga sua preservação.

Os Neymar parecem desconhecer limites quando se trata de suas atividades comerciais. Cabe ao poder público — e à sociedade — impô-los.


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