Sobre os milionários honorários pagos aos advogados de Augusto Melo

Tem chamado a atenção o padrão dos advogados contratados para defender Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, tanto no inquérito que o acusa de constituir quadrilha para furtar o clube, como também em sua defesa no recente afastamento de cargo diretivo.
São caríssimos.
Apesar da evidente mudança de patamar financeiro – antes do cargo (não remunerado) de Presidente, Augusto declarou à Receita Federal renda de um salário mínimo – não era do bolso do cartola que sairiam os pagamentos.
O Blog do Paulinho recebeu a informação de quem estaria entre os financiadores – não o único – das despesas.
Tratar-se-ia de Bruno Lima do Amaral, 43 anos, chefe de segurança do Corinthians (na gestão derrubada), que se apresenta em Parque São Jorge, embora não conste na documentação oficial, como um dos proprietários da ‘A2 – Segurança’, que o Blog do Paulinho evidenciou ser ligada a Artur Dian, Delegado Geral de São Paulo.
O caso foi parar na Justiça e a matéria, por enquanto, segue censurada.

Relembre:
Justiça censura matérias que expõem empresa ligada a Delegado Geral atuando no Corinthians –
Fonte relevante do clube revela:
“Ele (Bruno) viaja e paga as viagens do Augusto e família desde a campanha”
“Dizem que já pagou R$ 4 milhões ao Zé Eduardo e iria gastar mais R$ 2 milhões com o Toron ou outro famoso”
“No fim parece que era verdade, pois contrataram o Dr. Sartori”
A contrapartida, segundo informações, seria a de, além de manter negócios vigentes (que incluiriam comercializações de ingressos, camarotes, etc.), ampliar o acordo para administração de TODOS os contratos da Arena de Itaquera.

BRUNO É PROCURADO PELO MPF
Além da autoproclamada ligação com a ‘A2″, e a efetiva atuação nos bastidores da segurança do clube, Bruno, ao menos no que é possível verificar oficialmente, manteve participações suspeitas, e milionárias, em quatro CNPJs:
PBras Comércio e Indústria de Termoplásticos Eirelli -ME; Greenocean Camboriú Incorporações Imobiliárias; Quality Comercio, Importação e Exportação de Termoplásticos Ltda e Dandebarth Empreendimentos e Participações LTDA.
Aparentemente, todas serviram de fachada para golpes financeiros.
Pelo menos é o que evidenciam duas dezenas de ações de cobranças contra Bruno, sem que os credores consigam citá-lo em nenhuma delas; entre as finalizadas, há condenações à revelia.
A mais grave segue em curso na Justiça Federal.
Trata-se de ação criminal por sonegação de impostos e fraude em declaração.
Segundo o MPF, que, há mais de uma década, tenta encontra-lo para responder ao processo:
“(Bruno) suprimiu tributos federais mediante a prestação de informações falsas às autoridades fazendárias, consistente na omissão total de débitos em Declarações de Débito se Créditos Tributários Federais (DCTF)”
“Mais especificamente, conquanto a empresa tivesse apresentado em DIPJ alguns valores a pagar a título de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), apresentou DCTFs unicamente para os meses de janeiro e dezembro de 2012, sempre fraudulentamente zeradas”
“(…) a PBRAS teve uma movimentação financeira de R$ 13.100.338,85, ao passo que no Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) mostra-se possível verificar que a emissão de Notas Fiscais eletrônicas de Saídas totalizaram R$5.681.358,07”
“A DIPJ 2013 base 2012 entregue pela empresa revela receita de vendas no total de R$ 45.196.230,53 e a partir desses dados se mostrou possível a apuração dos tributos suprimidos no bojo do processo administrativo 10830.727577/2016-19”
“Seu valor atual atingea cifra de R$18.845.248,78 e não há notícia de pagamento, parcelamento, ou qualquer outra causa de suspensiva de exigibilidade”
“Ao ser identificado como responsável por ter suprimido os tributos acima descritos, BRUNO LIMA DO AMARAL praticou a conduta prevista no artigo 1º, I, c/cart. 12, I, da Lei n.º 8.137/90, na forma do art. 71 do Código Penal (crime tributário praticado de forma continuada)
A Sonegação de Impostos, apesar de grave, é relativizada no Corinthians; o próprio Augusto Melo, presidente afastado, cumpriu pena de dois anos de prisão, convertida em serviços comunitários, pela prática da ação criminosa.

O PORSCHE PENHORADO
Na diretoria de Augusto Melo, há predileção pela utilização dos veículos da marca Porsche, apesar de, antes de assumirem os cargos, os cartolas terem circulado em automóveis mais modestos.
A ‘onda’ parece ter influenciado o segurança Bruno.
Porém, seu Porsche Boxter, cor Branca, Placa FMI xxxx, Chassis xxxx29807xxxxx, Renavam 00922502056, está penhorado.
R$ 72 mil é a dívida de IPVA.
Devem haver outras, diante do histórico caloteiro do proprietário.
Apesar disso, o carro, ainda não apreendido, segue circulando – inclusive em Parque São Jorge.
BRUNO DEFENDENDO O FILHO DE AUGUSTO MELO EM DISCUSSÃO COM TORCEDOR DO CORINTHIANS
