A incógnita Ancelotti

Carlo Ancelotti, estimulado pelos R$ 5 milhões mensais de salários – além doutros substanciais penduricalhos que o tornam o treinador de seleções mais bem pago do planeta, aceitou o desafio que tentar recolocar o Brasil, novamente, no olimpo do futebol mundial.

Há tempos somos coadjuvantes.

O leitor, que chegou ao texto pelo título da postagem, deve estar questionando: como tratar como incógnita um profissional que é dos mais vitoriosos de todos os tempos, principalmente no Real Madrid?

É fácil explicar.

Nas equipes, existe o convívio e o treinamento diário que acabam por abreviar o entendimento dos jogadores sobre as atribuições a serem desempenhadas, e também a possibilidade de correções de equívocos táticos com mais rapidez.

Há pouco mais de um ano do objetivo principal, que é vencer a Copa do Mundo, Ancelotti partirá do zero, num país diferente, com menos tempo de trabalho, precisando se adaptar aos bastidores conturbados que o esperam.

Destacamos, neste caso, lidar com o presidente sub-judice da CBF e com o pai de Neymar, sempre nocivo a qualquer ambiente de seriedade.

Pode dar certo?

Capacidade não falta a Ancelotti, embora o perfil de seus times não seja, historicamente, o que os torcedores da Seleção Brasileira mais apreciam assistir.

Diante do deserto de alegrias, contentemo-nos, ao menos no curto prazo, com bons resultados.

Nesse contexto estabelece-se a incógnita.

As condições de treinamento que estão por vir nunca foram enfrentadas por Ancelotti em todo o histórico de sua carreira.

Tratar-se-á, provavelmente, do seu mais difícil desafio.

Ao menos, em sua garantia, estará com o bolso bem abastecido, o que coloca a CBF, e, por consequência, o futebol brasileiro, na condição de únicos prejudicados se as coisas não funcionarem como esperado.

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