São Paulo, Casares e Mesquita Pimenta

Passou sem a devida repercussão, pois ocorrida em meio ao sábado de aleluia, a postagem de Julio Casares, presidente do São Paulo, em homenagem ao ex-mandatário Mesquita Pimenta, expulso do clube sob acusação de embolsar comissão, supostamente paga pelo agente Todé, na transação do jogador Mario Tilico.
“Sábado de aleluia foi marcado pelo aniversário do Presidente multicampeão da nossa história”
“José Eduarfo Mesquita Pimenta, acreditem, chegou a ser expulso do clube, numa grande traição simbolizada por ciúme político por algumas pessoas que ainda estão em cena”
“Mais tarde foi reconduzido e a justiça foi feita”
“Ao tomar posse em 2020, o nomeei PATRONO da gestão, tentando reparar a maldade perpetrada”
“Ganhei com sua sabedoria e inteligência”
“Estamos juntos há anos e ele nos ajuda a reconstruir a instituição”
“Parabéns, Pimenta pelos 87 anos. Seguimos”
É assustador a distorção do real motivo da expulsão, tratada como meras “traição’ e ‘ciúme político’.
Há áudio revelando a transação.
Posteriormente, laudo do complicado perito Ricardo Molina (pesquisem…) alegou (apesar das falas claras) que não havia como comprovar o contexto, sem, porém, dizer que as vozes não eram dos interlocutores.
No São Paulo, à época, cada um acreditou no que foi mais conveniente.
Se a referência da gestão Casares é o comportamento de Mesquita Pimenta, torna-se mais fácil explicar o contexto político e financeiro que paira sobre a agremiação.
EM TEMPO: assim que assumiu a presidência do São Paulo, Casares ajudou a expulsar do clube seus desafetos mais ferrenhos; justamente a atitude que atribuiu aos conselheiros que, corretamente, expulsaram o ex-presidente agora adulado.
