Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Prefiro ser um homem de paradoxos que um homem de preconceitos”
Jean-Jacques Rousseau: foi um dos principais pensadores do iluminismo francês
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Atitude desrespeitadora
Empreendida pelo do presidente do SAFESP e diretoria, que, deixaram de enviar representante, coroa de flores, ou, noticiar no site, o falecimento e sepultamento do ex-árbitro Paulo Eduardo Pereira Barjas, acontecido na quarta-feira 23/04/2025
Lembrando
Paulo Eduardo Pereira Barjas, junto a maioria dos consortes foi um dos instituidores da entidade, que, ainda sonho, deverá representar, sem nenhuma supressão: os integrantes da categoria.
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Excelente medida do Presidente da FPF
Tendo como propósito a profissionalização dos árbitros, contando com a adesão de quatorze árbitros, que darão expediente total, recebendo R$ 2.500,00, somado a taxa das possíveis escalas
Contando
Suporte total no núcleo de alto rendimento, com direito a psicólogo, inglês, espanhol, dentista, preparador físico e outros.
Provavelmente
Outras turmas de novos árbitros serão convidadas, por fim: ensejo que a profissionalização se materialize.
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Quinta Rodada da Série A do Brasileirão 2025 – Sábado 19/04
Corinthians 2 x 1 Sport
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
VAR
Rafael Traci (SC)
Item Técnico
Árbitro e assistentes cumpriram suas obrigações
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para defensores do Timão e 02 para Leões da Ilha
Grêmio 1 x 1 Internacional
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
VAR
Wagner Reway (FIFA – ES)
Item Técnico
1º – O primeiro gol gremista, marcado contra pelo goleiro oponente, foi contestado por alguns colorados, que, quando da bola chutada, havia um gremista na posição de impedimento
VAR
Depois de reavaliar, participou ter sido gol legal, Braulio Machado apontou o centro do campo.
2º – No 3º minuto da segunda etapa, notei a correta concordância do árbitro, no momento em que o assistente 01: Bruno Boschilia (FIFA-PR), apontou a posição de impedimento do atacante colorado Valência ao tocar a bola pro fundo da rede
3º – Por volta do 18º minuto, João Pedro defensor gremista, no interior de sua área, tendo o braço direito erguido, idem a mão do braço esquerdo, interveio na trajetória da bola.
Sem hesitar
Braulio da Silva Machado abalizou a marca da cal
Penalidade
Cobrada por Alan Patrick, decretando o empate 1 x 1
4º – Visivelmente, atacante gremista dentro da área adversaria foi derrubado por um dos oponentes,
Em cima
Do fato, na maior cara de pau, o boto-branco gesticulou: segue o jogo.
Acertando
VAR solicitou que revisse no monitor, assim o fez, voltando ao campo, reafirmou seu erro, jogo seguiu.
Concluo
Grêmio prejudicado
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para Colorados, incluso técnico Roger Machado Marques – 06 para Tricolores dos Pampas
Vermelho: Depois do segundo amarelo recebido pelo gremista Gabriel Grando
Domingo 20/04 – São Paulo 2 x 1 Santos
São Paulo 2 x 1 Santos
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
VAR
Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Item Técnico
1º – Próximo do fim da primeira etapa, placar situava 2×0, dado instante, bola alçada na área são-paulina, na descendente, são-paulino Enzo Díaz defensor são paulino, subindo com braço esquerdo aberto, desviou o rumo da bola;
Em Cima
Do fato, árbitro apitou, apontando a marca da cal
Penal
Cobrado por Tiquinho, redonda parando no fundo da rede, decretando: Tricolor 2 x 1 Peixe
2º – Na segunda etapa, estando bem próximo da disputa, com domínio visual, boto-branco Wilton Pereira Sampaio deixou de assinalar a penalidade máxima cometida pelo goleiro santista Gabriel Brazão no momento, que fez uso da perna direita, para derrubar atacante oponente.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 07 para Tricolores, incluído o apoquentador e técnico Luis Francisco Zubeldía – 02 para Alvinegros Santista
Vermelho: Lucas Ezequiel Vivas, Treinador dos goleiros Tricolores
Fortaleza 1 x 2 Palmeiras
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-MG)
VAR
Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
Item Técnico
Faltando pouco para o término da contenda, Naves defensor alviverde, disputando a bola com oponente Deyverson, subiu com o braço bem aberto, intervindo na trajetória da pelota, pênalti corretamente sinalizado.
Atendendo
Chamado do VAR, Paulo Cesar Zanovelli da Silva, se postou a frente do monitor, reviu, voltando pro campo, apontou a marca da cal
Infração
Batida por Lucero, defendido pelo goleiro Weverton.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para defensor do Tricolor Cearense – -02 para Verdões, dentre este: Vitor Ilídio Castanheiras Penas, pertinaz e indisciplinado assistente técnico do Verdão.
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Coluna em Vídeo
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos que representa
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Política
Francisco: o pastor que revolucionou o século XXI

A morte de Jorge Mario Bergoglio marca não apenas o fim de um pontificado, mas o encerramento de uma era singular na história da Igreja. Em seus doze anos à frente do Vaticano, este primeiro Papa jesuíta e latino-americano redefiniu radicalmente o exercício do ministério petrino, transformando a cátedra de Pedro num púlpito global que amplificou a voz dos esquecidos. Seu maior legado foi demonstrar que, mesmo num mundo cada vez mais fragmentado, a linguagem da misericórdia poderia se tornar um poderoso instrumento de transformação política e social.
Quando os cardeais elegeram em 2013 um pastor que preferia ônibus a limusines e panelas simples a banquetes suntuosos, estavam rompendo não apenas com séculos de tradição europeia, mas com toda uma concepção teológica do poder. Francisco trouxe para o trono de Pedro a sabedoria crua das periferias existenciais — aquela teologia que se aprende mais nos cortiços de Buenos Aires do que nas bibliotecas do Vaticano. Sua origem marginal se refletiu em cada gesto do pontificado: enquanto seus predecessores redigiam encíclicas em latim, ele lavava os pés de refugiados muçulmanos e beijava o rosto de homens marcados por doenças estigmatizantes.
O verdadeiro gênio de Francisco foi sua capacidade de transformar o cotidiano em teologia viva. Sua visita a Lampedusa, em julho de 2013 — a primeira viagem de seu pontificado —, foi um gesto profético: lançou flores ao mar em memória dos milhares de migrantes que ali perderam a vida e denunciou a “globalização da indiferença”. Anos depois, ao apresentar no Vaticano dois coletes salva-vidas de migrantes resgatados no Mediterrâneo, descreveu-os como “símbolos da esperança afogada”. E ainda em 2013, o gesto simples de abraçar um homem desfigurado pela neurofibromatose falou mais sobre inclusão do que mil documentos eclesiásticos. Ali, diante de uma multidão, Francisco não apenas rompeu com o medo do corpo ferido — ele restaurou, com ternura, o rosto humano da fé.
Paradoxalmente, Francisco inovou através do retorno às fontes. Na economia, resgatou a tradição da justiça social; na ecologia, reviveu o franciscanismo radical; na pastoral, reatou com a misericórdia. Sua famosa declaração “Quem sou eu para julgar?” sobre pessoas homossexuais não representava uma ruptura, mas a redescoberta da essência evangélica que a Igreja por vezes esquecera. Seu chamado ao “cheiro das ovelhas” redefiniu radicalmente o ministério sacerdotal, trazendo os pés dos pastores de volta ao chão da realidade.
Enquanto as grandes potências investiam em arsenais bélicos, Francisco praticava uma singular “diplomacia do crucifixo”. Foi o mediador silencioso — e reconhecido — no histórico degelo entre Estados Unidos e Cuba em 2014, quando cartas pessoais e reuniões sigilosas promovidas pelo Vaticano ajudaram a restaurar laços diplomáticos após mais de cinco décadas de ruptura. Em 2023, diante da escalada do conflito em Gaza, usou publicamente o termo “genocídio” ao referir-se ao sofrimento da população civil palestina, provocando forte repercussão internacional e consolidando sua posição como uma das vozes morais mais firmes contra a violência indiscriminada. Seu instrumento? O soft power da fé, que provou ser mais eficaz que muitas estratégias geopolíticas convencionais.
Como escreveu São Paulo aos Gálatas: “A fé atua pelo amor” (Gálatas 5:6). E foi essa fé amorosa, desarmada e incansável que guiou Francisco. Uma fé que não se impunha pela força, mas se oferecia com ternura. Uma fé que desafiava estruturas não pela ruptura, mas pela compaixão. Uma fé que, ao invés de levantar muros, insistia em construir pontes.
No derradeiro ato de seu pontificado, ao recusar um funeral de Estado em favor de cerimônias simples, Francisco encerrou como viveu: transformando normas em mensagens. Seu caixão despojado repousará sobre a terra nua, ecoando seu mantra permanente: “Como eu gostaria de uma Igreja pobre para os pobres.”
O desafio que deixa ao seu sucessor é imenso. Como manter viva uma revolução carismática numa instituição de dois mil anos? Como equilibrar reforma e tradição num mundo mais polarizado que em 2013?
Francisco nos surpreendeu até o fim. Agora, cabe à história julgar se sua revolução da ternura foi um momento singular ou o início de um novo caminho para a cristandade. O mundo perde um líder incomum; os céus recebem um pastor que ousou repensar o que significava seguir o Cristo no século XXI.
Marcos Vinicius de Freitas, é Professor de Direito e Ralações Internacionais – Publicado dia 23/04/2025 no Jornal: Diário de São Paulo
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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público, funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, e nos bastidores do futebol brasileiro.
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Finalizando
“O ignorante afirma, o sábio dúvida, o sensato reflete”
Aristóteles: foi um filósofo e polímata da Grécia Antiga
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SP- 26/04/2025
