O delírio de Cristiano Ronaldo

Em entrevista ao canal La Sexta, Cristiano Ronaldo definiu-se como o melhor jogador de todos os tempos:

“Creio que sou o jogador mais completo que já existiu”

“Faço de tudo no futebol: sou bom de cabeça, bato bem faltas, chuto bem de perna esquerda, sou alto, forte, tenho bom salto…”

“Uma coisa são gostos: podem dizer que gostam mais do Messi, do Pelé, do Maradona”

“Eu entendo isso e respeito, mas dizer que Cristiano não é completo, é mentira. Sou o mais completo. Creio que sou [o melhor da história]. Não vi ninguém melhor”

É consenso mundial que trata-se de um delírio.

Na segunda linha de sua fala, CR7 relatou, de fato, as qualidades do melhor jogador que o mundo viu jogar.

Mas não era ele, e sim o Rei Pelé.

Como se soubesse do exagero, o astro português cita em sua resposta exatamente os que a grande maioria dos mortais acreditam estar próximos da genialidade do mito brasileiro: Messi e Maradona.

Também melhores que Cristiano.

O que poderia ser discutido, por conta dos números inquestionáveis (quase mil gols em jogos oficiais, artilheiro máximo da Champions League, do Real Madrid, etc.), é se ele foi o melhor atacante que o planeta bola presenciou.

Tudo indica que sim.

Desconheço outro com tantas qualidades de definição.

Romário, o Pelé da grande área, não era tão eficiente nos chutes mais distantes.

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