Escalação de Luiz Eduardo escancara domínio do Água Santa no futebol do Corinthians

Embora o cargo esteja, oficialmente, vago, a diretoria de futebol do Corinthians é comandada por Marcos Boccatto, presidente de honra do Água Santa – e tudo o que isso significa.
Membro do triunvirato que, efetivamente, comanda a gestão alvinegra.
Augusto Melo, Vinicius Cascone e Boccatto.
Dentre diversos jogadores trazidos pelo cartola, Luiz Eduardo, de apenas 17 anos, está sendo ‘acelerado’ (o currículo) para que possa gerar lucro o mais rapidamente possível.
Em menos de um ano saiu do banco do Água Santa para a estreia no profissional, coincidentemente em partida contra o Corinthians, disputada pelo Paulistinha 2024.
Após o jogo, o garoto se transferiu, em definitivo, para o Parque São Jorge.
Seus direitos foram divididos 50% para a equipe de Diadema (controlados por Boccatto) e 50% para o Timão.
Nas categorias de base alvinegras o meia foi escalado no sub-20.
Jogou pouco e sentou no banco de reservas.
Apesar disso, foi inscrito na Copinha de Juniores, disputada há pouco, na vaga de quem era titular.
Bastou três jogos para retornar ao banco- justamente os disputados contra agremiações mais fracas – e nele permanecer, inclusive, na finalíssima do torneio, em que entrou apenas na segunda etapa.

Ontem, amparado na ausência de currículo, Luiz Eduardo (que jogou alguns minutos contra o Noroeste) entrou em campo contra o Novorizontino, sendo substituído aos 15 minutos da etapa final, sem desempenhar bom futebol.
Não era necessário.
Aos interesses de seus investidores, bastaria o carimbo de jogador profissional do Corinthians.
Apesar de ativo nos bastidores, Boccatto se esconde da mídia, raramente sendo notado com a importância que deveria.
As razões são óbvias.
O rastro da carreira de Luiz Eduardo até chegar à titularidade, ainda que momentânea, do Timão, está entre as demonstrações mais acintosa do exercício do poder do aguasantense (em obediência ao grupo que lhe dita as ordens) no futebol alvinegro.

Marcos Boccatto
