A isenção do Conselho Fiscal do Corinthians

O Conselho Fiscal do Corinthians tem por obrigação, entre outras coisas, analisar se toda a documentação de compra e venda do clube corresponde à realidade dos negócios executados.
Notas fajutas, empresas de fachada podem ser encontradas em meio ao trabalho.
É uma espécie de filtro antes das avaliações posteriores de CORI e Conselho Deliberativo.
Se houver omissão ou má-fé no trabalho do Conselho Fiscal os demais órgãos serão induzidos a erro, beneficiando a gestão infratora.
O presidente do Conselho Fiscal é o bacharel em direito Haroldo Dantas.
Num ambiente de seriedade, é esperado algum distanciamento entre fiscalizador e fiscalizado.
No Corinthians, a regra é a aproximação, beirando a falta de decoro.
Dantas é visto em todos os jogos do Corinthians na Arena, como na recente partida contra o Noroeste (foto), refastelando-se das benesses do camarote de Augusto Melo, presidente do clube.
Não paga ingresso, estacionamento, comes, bebes, etc.

Além disso, passou a controlar a equipe de futebol americano do Timão, que tem entre os jogadores um de seus filhos.

Em passado recente, negociou jogador de base com um empresário, ligado a parceiros do presidente, apontado em investigações da polícia federal como suspeito de lavar dinheiro do PCC.
Difícil apostar em trabalho independente.
O Bacharel é típico representante dessa ‘gente de bem’, que posta ‘Deus, Pátria e Família’, mas não se incomoda em proteger aqueles a quem pede ‘tolerância zero’ em discurso pra lá de hipócrita nas redes sociais.
