Contrato de Depay poderia gerar 3º pedido de impeachment de Augusto Melo

Ontem, o Globo Esporte revelou que, em vez dos R$ 56 milhões anunciados, o contrato do Corinthians garantiria a Memphis Depay o recebimento, cumpridas as metas, de até R$ 116 milhões.

O valor mínimo, fixo, é de R$ 82 milhões.

Existem ainda cláusulas sobre vendas de produtos altamente rentáveis ao jogador.

Através delas, Depay terá direito a receber 60% sobre o lucro destas vendas, com mínimo garantido de R$ 5,7 milhões.

Todos estes valores corrigidos pela cotação do EURO, que tem variado a maior.

Pouco após a divulgação destes dados, o Blog do Paulinho descobriu que a MD Image Ltda, empresa inserida em contrato para pagamento dos direitos de imagem de Depay, quatro meses após o acordo, por ausência de documentos legais, sequer está constituída na JUCESP.

Ninguém sabe ao certo como os pagamentos estão sendo realizados pelo clube – e se estão.

Paralelamente, no mesmo período, três empresas, aparentemente fajutas, ligadas ao nome do jogador, foram constituídas sob assinatura de ‘laranja’, em procedimento assemelhado aos dos investigados pagamentos de comissão sobre o contrato da Vai de Bet.


Detalhes, com farto material comprobatório, no link a seguir:

Estranhas empresas cercam acordo de Memphis Depay com o Corinthians


Suspeitas à parte, o contrato assinado com Depay, por si, é uma burla ao Estatuto do Corinthians, que, em seu Art. 119, determina:

“(…) qualquer transação envolvendo atleta profissional de futebol de valor superior ao equivalente a 40.000 (quarenta mil) salários mínimos, independentemente da parte que caiba ao clube, dependerá de aprovação prévia do CORI.”.

O limite, coincidentemente, era o dos R$ 56 milhões anunciados, falsamente, por Augusto Melo.

É caso de impeachment.

Seria o terceiro pedido, que somente não deverá ocorrer por conta do quase certo afastamento do cartola em votação do Conselho Deliberativo agendada para a próxima segunda-feira.

O próximo presidente deverá enfrentar, porém, dura herança.

Não apenas pelos valores expostos, de difícil pagamento, mas também pelo fato de Depay ter recusado, em contrato, que a Esportes da Sorte fosse colocada como garantidora do acordo financeiro.

Por si, uma desmoralização à patrocinadora.

Ou seja, se a liminar comemorada pelo site de jogatina for derrubada, é o Corinthians, sem garantia alguma, que enfrentará na Justiça os possíveis desdobramentos de provável inadimplência.

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