Chantagem no Corinthians?

Ontem, Marcelo Mariano, diretor administrativo, encontrou-se com Augusto Melo, presidente do Corinthians, com quem conversou por algumas horas.

Parte da imprensa dava como certa sua demissão.

Pouco após, o dirigente seguia normalmente no cargo, trabalhando em Parque São Jorge.

Não se trata, de fato, de uma demissão fácil.

Os rabos amarrados no acordo da Vai de Bet e, dizem, supostos áudios que comprometeriam o núcleo da base alvinegra, teriam atuado em favor de Marcelinho.

Se forem de teor igual aos publicados pelo Blog do Paulinho, antes das eleições, seriam caso de polícia.

Em existindo os áudios, a chantagem estaria estabelecida?

O clima é pesado em Parque São Jorge.

Há uma divisão de vaidades entre os parceiros antigos de Augusto Melo.

Fosse pela hierarquia maior, formada por Vinicius Cascone e Marcos Boccatto, os barbarenses Claudinei Alves e Valmir Costa já teriam caído; e vice-versa.

A questão é que Augusto Melo, comprometido, não pode abandonar nenhum deles.

Restaria saber o que fazer se, em existindo, os áudios fossem divulgados.

A permanência de Marcelinho no cargo- em confirmados os rumores expostos, mesmo após os graves depoimentos da Vai de Bet no inquérito que investiga desvio de dinheiro do clube, talvez indique que o presidente do Corinthians, apesar da ameaça de impeachment, não queira pagar para ver.

Não é impossível que a demissão ainda ocorra, mas, diante das movimentações políticas recentes, é fácil acreditar que o acordo – porque não poderá haver litígio – não seria dos mais baratos.

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