Por que o Corinthians segue realizando negócios com site de apostas pirata?

Deve haver ligação muito forte entre o grupo responsável pela administração das marcas ‘Vai de Bet’ e ‘Esportes da Sorte’ com a diretoria do Corinthians, a ponto do clube permanecer, voluntariamente, em situação de risco.
A Vai de Bet rompeu contrato com o Corinthians acusando o clube de corrupção; não foi processada e viu um de seus proprietários, o ‘cantor’ Gusttavo Lima, há menos de um mês, alugar a Arena de Itaquera para show do Festival Villa Mix – que comprou no meio do ano.
Desde ontem, a Esportes da Sorte está proibida de atuar no Brasil.
A empresa foi inabilitada por não conseguir comprovações mínimas de que operaria de maneira lícita.
Segue acessível por força de uma liminar que garante o funcionamento, tão-somente, no estado do Rio de Janeiro – situação que deverá, ainda em 2025, ser resolvida pelo STF.
No contrato em Corinthians e Esportes da Sorte, o clube, amparado na decisão do Governo, poderia romper o vínculo, embolsar a multa milionária (se conseguir receber) e, no dia seguinte, colocar novo patrocinador em sua camisa.
O que não faltam, na ausência de credibilidade para negociações com empresas mais sérias, são bets procurando lavanderias.
Por que Augusto Melo segue associando a marca do Corinthians a site de apostas oficialmente ‘pirata’?
Irresponsavelmente, o clube tem firmado negócios milionários contando com a proteção financeira da ‘empresa’.
A questão, diante do quadro atual, não é mais ‘se’, e sim ‘quando’ a Esportes da Sorte sumirá do mapa, deixando rastro de vítimas, mas, também, de aquadrilhados endinheirados.
