Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

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Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de  Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do  futebol paulista e nacional.

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apito limpo

“Não existe vergonha na escolha de resistir, mas existe, e muita, na escolha de não fazer nada”

Alexei Anatolievitch Navalny: foi um advogado, ativista, blogueiro e político russo, morto na cela da prisão a mando do presidente e ditador Vladimir Putin

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José de Assis Aragão que apelidei Aradrão, comunicando-se com seu vice-presidente, diretoria, conselho, associado e não associado do SAFESP.

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36ª e 37ª penúltima Rodada da Série A do Brasileirão 2024 e Politica

Sábado 30/11 – Criciúma 2 x 4 Corinthians

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA- RS)

VAR

Daniel Nobre Bins (FIFA-RS)

Item Técnico

Árbitro e assistentes não intervieram no resultado

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Newton e Rodrigo defensores do Tigrão Tricolor e José Martínez, Matheuzinho, Gustavo Henrique integrantes da equipe Alvinegra

Domingo 01/12 – Flamengo 3 x 2 Internacional

Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (FIFA-PE)

VAR

Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)

Item Técnico

No 16º minuto da segunda fase, ataque da equipe colorada pelo lado direito da defesa flamenguista, bola dentro da área grande foi tocada por Bernadei para o consorte Valencia cabecear pro fundo da rede

Imediato

Assistente 01: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG) sinaliza posição de impedimento

VAR

A distância informou a validade do segundo gol da equipe colorada; árbitro admitiu

Observação

No lance antecedente que provocou forte reação dos rubro-negros dizendo que o árbitro derrubou o consorte Gonzalo Plata, originando cartão amarelo pro flamenguista Gerson;

Após

Ver e rever o vídeo, estou convicto que Gonzalo Plata provocou o incidente, dando razão para que o árbitro desse continuidade no jogo até a redonda morrer no fundo da rede

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Aos Rubro-negros De la Cruz, Gerson. Idem para os Colorados Wesley e Fernand

Red Bull Bragantino 1×1 Cruzeiro

Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (FIFA-RS)

VAR

Wagner Reway (FIFA-ES)

Item Técnico

Arbitragem não interveio no resultado

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Cleiton e Lucas Evangelista defensores do Massa Bruta.  Barreal e Lucas Romero defensores da equipe de cores Azul e Branca

37ª Rodada – Terça Feira 03/12 – Corinthians 3 x 0 Bahia

Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (FIFA-RJ)

VAR

Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)

Item Técnico

Trabalho normal do árbitro e assistentes

Item Disciplinar

Cartão Amarelo:  direcionados aos Alvinegros Gustavo Henrique, idem para Gabriel Xavier, Acevedo, Luciano Rodríguez, Jean Lucas do Tricolor da Boa Terra.

Quarta Feira 04/12 – Cruzeiro 1 x 2 Palmeiras

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

VAR

Daniel Nobre Bins (FIFA-RS)

Item Técnico

Trabalho coerente do árbitro ne assistentes

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Anderson, Marlon e Zé Ivaldo defensores cruzeirenses, idem ao palmeirense Vitor Reis

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Coluna em Vídeo

Na próxima semana a versão em vídeo da Coluna retornará

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Política

 

Prisão de PM é cortina de fumaça; política violenta de Tarcísio não mudará

Os romanos costumam afirmar que “o tempo passa e as pessoas mudam”. Só não dizem que a mudança pode ser para pior.

O estado de São Paulo já teve, na Secretaria da Segurança Pública, Erasmo Dias, um violento coronel reformado do Exército que jogava de mão com a repressão política do DOI-Codi. À sua época, a ditadura militar nomeava o governador e dava licença para torturar e matar. A política de segurança do então governador Paulo Egídio foi violenta com Erasmo Dias na execução.

Paulo Maluf veio na sequência e adotou, para a segurança pública, uma política que também consentia com a violência. Nas periferias, os cidadãos tinham medo de sair às ruas.

No governo Maluf, o primeiro secretário da Segurança, Octávio Gonzaga Júnior, era desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

No seu primeiro discurso, Otávio Gonzaga disse que o problema da segurança pública só seria resolvido armando-se a população.

Maluf, o da Rota na Rua, não foi responsabilizado e preso pela violência da sua polícia, mas por corrupção, com trânsito em julgado.

Com o governador Mário Covas tudo mudou. Na pasta da Secretaria da Segurança Pública Covas colocou, em 1995, o professor José Afonso da Silva, um humanista, constitucionalista respeitado.

José Afonso, certa vez, segredou-me: “quando o governador de São Paulo escolhe o secretário da Segurança, está indicando se a política de segurança pública será ou não violenta”.

A propósito, o atual governador, Tarcísio de Freitas, deu o sinal verde para uma polícia violenta ao escolher um policial militar da Rota, Guilherme Derrite, para a Secretária de Segurança Pública.

Derrite estampa, no currículo, o registro de ter sido afastado do comando da Rota pelo excesso de mortes ocorridas: “excesso de letalidade” foi a expressão utilizada.

Sinal de Tarcísio

Nas polícias Militar e Civil, o sinal de Tarcísio foi entendido como abertura da temporada da violência e até como “licença para matar”, aliás, como se percebeu em operações na Baixada Santista.

Mais ainda, o sinal de uma política pró-violência ficou induvidoso com a resistência do governador Tarcísio em obrigar o uso de câmeras corporais pelos policiais militares.

Com relação à violência da PM de São Paulo, o governador deixou de lado a legalidade e comporta-se como fautor da cumplicidade criminosa.

Medo

No domingo último, mais uma vez, a PM de Tarcísio mostrou a cara violenta, desumana.

O policial do policiamento ostensivo com motocicletas Luan Felipe Alves Pereira, de 29 anos, fez justiçamento de mão própria, fardado e com divisa da PM.

Depois de perseguir o motociclista Marcelo do Amaral, um jovem de 25 anos desarmado e assustado, arremessou-o do alto de uma ponte no bairro Cidade Ademar, zona sul paulistana.

Populares tentaram socorrer a vítima ferida, mas os policiais motorizados da polícia do governador Tarcísio impediram. Atenção: impediram a prestação de socorro.

Ao sair das águas do poluído córrego, um esgoto a céu aberto, Marcelo sangrava na cabeça e estava completamente atordoado.

O policial militar que atirou o jovem no riacho já esteve envolvido na morte de um motoqueiro em Diadema, no ano passado, como relatou o colunista do UOL Josmar Jozino. Disparou 12 tiros contra ele e depois alegou resistência e legítima defesa. Esqueceu do excesso dos 12 disparos.

Em entrevista, uma testemunha do desumano ato de o policial jogar um jovem do alto de uma ponte, num córrego-esgoto, disse: ” A Polícia Militar era para ser a nossa segurança. Em vez disso, é o nosso medo”.

A frase resume bem como é sentida a PM do governador Tarcísio, ou seja, a que não entrega tranquilidade social, mas medo.

Estatística

O governador não parece preocupado e responde com dados de redução de criminalidade. E aí confessa o seu despreparo em políticas de segurança pública.

O caminho, como diz trecho da clássica obra “Paura e Criminalità” (“Medo e Criminalidade”), está “em estabelecer um paralelismo entre a diminuição dos crimes e uma queda no sentimento de insegurança da população”, que, como foi dito, tem medo da polícia de Tarcísio.

Pano rápido

A imposição da prisão preventiva do policial que arremessou a vítima da ponte de Cidade Ademar representa mera cortina de fumaça. Não há sinal nenhum de mudança na política de Tarcísio. Até o secretário da Segurança Pública será mantido.

Wálter Maierovitch: Colunista do UOL publicado dia 05/12/2024 às 09h54

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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público; idem: funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, idem nos bastidores do futebol brasileiro.

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Finalizando

“O ódio é a vingança do covarde”

George Bernard Shaw:  foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês.

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Se liga São Paulo

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SP- 07/12/2024

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