Um novato na gerência financeira do Santos

Quando um clube do tamanho do Santos forma sua diretoria, a expectativa, diante do óbvio desafio, é a de que o critério para a escolha seja o de excelência em suas respectivas tarefas.

Entrevista de Norberto Gonçalves, gerente financeiro do clube, deixou o torcedor preocupado.

“O presidente Marcelo (Teixeira)… ele tem uma virtude… ele é um estrategista”

“Eu aprendi muitas coisas com ele”

“Por exemplo, o movimento com relação à LIBRA, foi um movimento muito bem planejado”

“Eu participei de uma primeira reunião com a LIBRA, foi assim… ele até me colocou num ‘batismo’ ali… me mandou para São Paulo… fui eu e o Doutor Colombo Barbosa, que é um membro do Comitê de Gestão, pessoa excepcional também…”

“Chegamos na reunião da LIBRA… de financeiro era só eu e o Rozallah do Corinthians… o resto eram todos os presidentes de clubes”

“Ali estávamos para discutir se iríamos aderir à proposta da Globo, como foi aderida depois, ou do fundo fundo Mubadala, ou outra… ou da Liga Forte, enfim”

“E ai, a gente senta ali e fica tentando pensar por onde você vai sair na porta pra correr, né?”

“É a primeira vez que eu sento numa mesa de negociação como aquela…”

Enquanto as principais agremiações do país enviaram seus presidentes para decidir sobre a mais relevante fonte de renda de seus clubes, somente Corinthians e Santos, com administrações notoriamente complicadas, fizeram-se representar por subalternos.

No caso do Peixe, um novato que deixou claro o pavor vivido na reunião.

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