Corinthians: estelionato eleitoral no Clube dos Cafajestes

Após quase um ano, é possível qualificar a gestão Augusto Melo como produto de estelionato eleitoral aplicado em associados do Corinthians.
Muitas são as promessas descumpridas.
Os problemas mais comentados são relacionados ao esporte e às paginas policiais.
Apesar de enorme investimento financeiro, com direito a pagamento do maior salário da América Latina para Memphis Depay, o clube lutou para não ser rebaixado no Paulistinha e no Brasileirão, perdendo, também, as disputas de Copa do Brasil e Sulamericana.
Ontem, a hegemonia do futebol feminino começou a ruir.
Na primeira semana no poder, Augusto acertou o desvio de R$ 25 milhões dos caixas do Corinthians simulando pagamento de comissão a intermediário que não participou do negócio (Vai de Bet), além de comprar a coleira dos Gaviões da Fiel com patrocínio de três anos pagos em apenas 30 dias.
A polícia e o MP-SP investigam estes procedimentos, além de alguns (empresas de segurança, colchões, etc) que surgiram no caminho.
Existem outras promessas, menos lembradas pela mídia, que precisam ser cobradas.
A ampliação do estádio de Itaquera, que teria autorizações combinadas em reuniões no Palácio do Governo, além de três grandes empresas ‘brigando’ pela execução da obra, não saiu da conversa.
Nem falamos ‘do papel’, porque, por óbvio, era mentira.
Os ingressos vendidos, prioritariamente, para sócios do clube, subiram no telhado.
Telhado=cambistas.
Antes eram cinco entradas, caíram para três e hoje estão limitadas a fictícias duas, porque, na realidade, nunca estão disponíveis no sistema.
Quando muito, são distribuídos a parceiros dos corruptos.
O projeto de transformar o Parque São Jorge num mini-shopping, com mais quatro ou cinco empresas interessadas, também não vingou.
Pelo contrário.
Hoje a sede social do Corinthians está invadida por bandidos, que confundem-se entre novos associados, frequentadores de má-fama e seguranças ligados ao crime organizado.
Um grande boteco a céu aberto.
A ‘nata’ empresarial do Jardim Anália Franco desfila no clube; recentes notícias indicam a origem de muitos, entre os quais o dono de loja de automóveis que cedeu um Mercedes Benz ao Presidente.
Prometida como profissional, a gestão Augusto Melo terminará (?) 2024 com fama de marginal.
Golpe previsível, alicerçado no apoio de cafajestes.
Desde os de baixo-clero, ávidos pela sobrevivência financeira, até os que circulam em Parque São Jorge como inventores da moral e dos bons costumes, possuidores de sobrenomes que não resistem à primeira página de pesquisas do Google.
