Bruno Henrique não parece inocente

Investigado por participação em manipulação de resultados para beneficiar apostadores esportivos, no caso, familiares e amigos, o jogador Bruno Henrique, apesar de ganhar salário milionário, não parece inocente.
Os que o defendem alegam que o cartão amarelo, que estaria ‘encomendado’, recebido nos acréscimos da partida contra o Santos, foi injusto porque o atleta não atingiu ao adversário Soteldo.
A ação, analisada friamente, revela outra coisa.
É nítido que Bruno Henrique, sem razão de ser, tentou dar pontapé violento em Soteldo, mas passou batido por conta, única e exclusiva, da habilidade do atacante.
A intenção, basta verificar a regra, é passível da reprimenda.
Bruno agiu, ao que parece, deliberadamente para cumprir o que, segundo a polícia, estaria combinado.
Relatório do STJD, grupo político comandado pela CBF sob disfarce de Tribunal sério, à época, decidiu facilitar para o jogador apesar de constatar que houve retorno de R$ 17 mil ao atleta.
Dinheiro pequeno para condição financeira de Bruno Henrique, o que revela ainda mais os traços de caráter.
Seus parentes, comprovadamente, apostaram e embolsaram.
Outro episódio, recente, que exemplifica o perfil do rubronegro é a prisão, em março de 2020, quando, apanhado em blitz da Lei Seca, apresentou-se com CNH fajuta e recusou-se a fazer o teste de bafômetro.
Sem ter como comprovar inocência, BH realizou ‘transação penal’ com o MP, em que assumiu a culpa, mas livrou-se da ação criminal pagando R$ 100 mil, destinados a instituições sociais.
Definitivamente não é santo.
Por conta deste acordo recente, se condenado pela manipulação de resultados, é real a chance de Bruno Henrique ser preso (ainda que em regime aberto), pois não poderá utilizar-se do mesmo expediente pelo período de até cinco anos.
No âmbito esportivo, assim como ocorrido com Paquetá e, talvez, Luiz Henrique, a situação apresenta-se mais complicada, com possibilidade de todos serem banidos, definitivamente, do futebol.
Comprovadas as culpas, seriam condenações adequadas.
Não se pode confundir o desempenho dos suspeitos enquanto atletas, e toda a carga emocional gerada pela idolatria clubista, com o comportamento leviano fora das quatro linhas.
A não punição exemplar de quem ousar manipular o esporte é estimulante para que outros se arrisquem pelo mesmo caminho.
