Corinthians: o presidente mitômano, a canalhice do treinador e o vexame final

Ao perder por dois a um para o Racing, sétimo colocado do campeonato argentino, o Corinthians deu adeus à possibilidade de conquista da Copa Sulamericana, que corresponde à segunda divisão do continente.
Vexame que se junta a outros.
Eliminado na fase de grupos do fraquíssimo Paulistinha – composto por algumas equipes que sequer ocupam a 4ª divisão do futebol nacional -, em que, até as rodadas finais, lutou contra o rebaixamento, o clube perdeu também a Copa do Brasil.
Resta agora a desesperadora luta para não cair à Série B do Brasileirão.
Se 2024 foi um desastre, 2025 se apresenta ainda pior.
O Corinthians terá apenas dois torneios para disputar: o Paulista e o Brasileiro, sem saber ainda por qual divisão.
Não haverá dinheiro, portanto, para bancar as recentes loucuras do departamento de futebol.
Copa do Brasil, Sulamericana e Libertadores o torcedor verá apenas pela televisão.
Para piorar, assistirá o maior rival, além doutros três brasileiros, no meio de ano, fazendo história no novo Mundial de Clubes da FIFA.
Não se sabe se o Corinthians iniciará o próximo ano sob o comando do mitômano Augusto Melo, que sofrerá processo de impeachment nos próximos dias, ou, se ele escapar, o que ocorrerá nas diversas investigações que circulam os malfeitos de sua diretoria.
O clube corre o risco de ter dirigentes (no plural) presos ou indiciados criminalmente.
Os cartolas que tanto falaram em ‘transfer-ban’ durante o período eleitoral, acabam de expor o Corinthians à penalização, situação que, se não resolvida rapidamente, impactará, inclusive, na perda definitiva do goleiro Hugo, além doutras possibilidades de negócios.
Haverá também a necessidade da escolha de outro treinador.
Ou alguém acredita que o elenco atual aceitará a canalhice de Ramon Diaz na entrevista coletiva de ontem, em que jogou Garro e Coronado na fogueira, imputando-lhes a culpa pela eliminação?
Caindo ou não para a segunda-divisão do Brasileirão, este time, caríssimo, montado por cartolas de má-fé, diante da ausências de receitas importantes, se transformará numa bola de neve financeira geradora de consequências ainda não devidamente mensuradas.
