São Paulo deve trocar o prefeito? SIM

Da FOLHA

Por GUILHERME BOULOS

Desistir da mudança é desistir do futuro; eu me preparei para governar, estudei cada área, contrato e solução: nosso governo será de diálogo e construção conjunta

Eu nasci, cresci e formei minha família na nossa cidade. Tive a oportunidade de viver os dois lados da ponte. O que sempre me moveu, desde menino, quando fui atuar junto com as pessoas sem-teto, foi o sentimento de indignação com as injustiças e a convicção de que é possível vivermos numa sociedade melhor.

Como pode uma cidade tão rica ter gente com fome? Como pode ter tanta gente nas ruas? Essas inquietações são minhas, dos que caminham ao meu lado e, tenho certeza, também são suas.

Ter uma cidade mais humana, em que a solidariedade não seja destruída pela indiferença, é no que eu acredito e quero fazer. Sei que muitos compartilham desse sonho, mas têm dúvidas e receios. Muitos ficam assustados com a minha trajetória no movimento social. Outros se questionam sobre se conseguiremos dar conta ou se vamos dialogar com quem tem visões diferentes. E, por isso, ficam receosos de apostar na mudança que representamos, mesmo sabendo que a cidade não está boa.

Peço aqui um voto de confiança a vocês. Eu me preparei para governar nossa cidade, estudei cada área, cada contrato e cada solução. Chamei a Marta Suplicy, com sua experiência, para ser minha vice e juntamos especialistas e gestores que passaram por governos de diferentes partidos. Nosso governo será de diálogo e construção conjunta, sem amarras ideológicas.

Eu acredito que uma política feita desse jeito, sem portas fechadas, pode renovar a esperança de muita gente. Por isso, faço aqui um pedido a vocês: não desistam da mudança. Desistir dela é desistir do futuro, de deixar um legado da nossa geração para as que virão.

Nesta eleição, São Paulo tem um risco e uma oportunidade. O risco é deixar um prefeito fraco e omisso levar nossa cidade ao caos. Quando o governo é fraco, os verdadeiros vilões tomam conta. Foi assim que o pior da nossa política se apoderou do Orçamento de São Paulo, do nosso dinheiro, com esquemas que todos nós estamos vendo na imprensa. Foi assim que o crime organizado se infiltrou no transporte público e em cargos de alto escalão da prefeitura. Já vimos esse filme em outras cidades do país. E não acaba bem.

Como bem disse Marta, São Paulo não admite a mediocridade. A atual gestão está montada no maior Orçamento da história, mas qual é o legado do atual prefeito? Um amontoado de pequenas obras malfeitas e suspeitas executadas a toque de caixa às vésperas da eleição.

E apesar do Orçamento recorde, o atual prefeito conseguiu a proeza de gerar R$ 6 bilhões em déficit primário. Está quebrando a prefeitura para bancar a reeleição.

São Paulo merece mais, muito mais. É por isso que 70% dos eleitores votaram pela mudança no primeiro turno.

Nossa candidatura representa um outro caminho. Podemos, com coragem e responsabilidade, afastar esse risco de São Paulo e aproveitar a oportunidade para olhar as grandes metrópoles do mundo e tirar as melhores soluções em inovação, eficiência e sustentabilidade. Para termos, pela primeira vez, uma política que entenda e apoie a periferia que quer empreender ao mesmo tempo em que traga orgulho e tranquilidade à classe média.

Jamais desistirei desse caminho. Fomos tão atacados exatamente por manter a coerência e os princípios que nos trouxeram até aqui. E acredito que é possível ganhar essa eleição dialogando olho no olho com as pessoas. É isso que nos move. A verdade pode, sim, vencer a mentira. A esperança pode, sim, vencer o medo.

Pensem e reflitam com suas famílias. A hora é agora. Por tudo isso, peço o seu voto no 50!

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