Faz sentido o presidente do Corinthians apoiar Ricardo Nunes

Ontem, o Prefeito Ricardo Nunes, que concorre à reeleição em São Paulo contra Guilherme Boulos, encontrou-se com um grupo de esportistas ligados à extrema direita da política nacional.
Entre eles, estava Augusto Melo, presidente do Corinthians.
Pessoalmente, o apoio faz todo o sentido.
Ambos, em suas respectivas eleições, foram financiados pela mesma facção – posteriormente com membros incorporados à gestão.
Movimentações financeiras da Prefeitura e do Corinthians são investigadas após encontradas em contas dominadas pelo crime organizado.
Os dois foram acusados de agressão a mulher (no caso do presidente alvinegro, no plural).
Não há água benta, ou santa, que consiga esconder a realidade.
O comportamento de Augusto Melo, que no primeiro turno apoiou Pablo Marçal, recebeu críticas da maior parte da torcida do Corinthians.

Manifestação do grupo ‘Coletivo Democracia Corinthiana’ sobre o apoio de Augusto Melo a Ricardo Nunes
AUGUSTO MELO, POLITICAGEM E GRAVE DESVIO DE CONDUTA
Perplexos, recebemos a notícia de que na manhã deste 24 de Outubro, o presidente do Sport Club Corinthians Paulista, Augusto Melo, abandonou suas obrigações no Parque São Jorge para dedicar-se à baixa politicagem, em ato de campanha de Ricardo Nunes, do MDB, candidato a prefeito de São Paulo.
Líder de uma gestão confusa, errática e sob a qual pairam suspeitas de graves ilícitos, Melo deveria dedicar-se à sua função primordial, que é cuidar do vasto e valioso patrimônio, tangível e intangível do Time do Povo.
Deveria direcionar a integralidade de seu tempo e esforço, por exemplo, a retirar o clube da vergonhosa zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Ou deveria buscar o entendimento para o fracasso do clube na Copa do Brasil, depois do empate, em casa, contra um adversário podado a 10 atletas.
Não se devotasse a essas atividades, deveria encontrar meio de esclarecer as inúmeras denúncias que pesam sobre sua obscura gestão, entre elas os injustificáveis mimos concedidos a uma marca de colchões, em conduta que visou a beneficiar seus parceiros no campo ideológico. Nessa iniciativa e em outras, ganharam Melo e seu grupo; perderam o Corinthians e seu 35 milhões de fiéis torcedores.
Por último, cabe ressaltar que Melo empresta irregularmente o nome do Corinthians a uma causa que não encontra eco na história e na tradição corinthianista. O clube das operárias e dos operários, de Dona Antônia, Battaglia, Pereira, Perrone, Elisa, Wladimir e Doutor Sócrates, que tanto pugnou pela democracia e pela justiça, não pode ser contaminado por candidaturas avessas à decência cívica e ao rito civilizatório.
O corinthiano trabalhador, que paga as contas pesadas de Melo e seu bando, não compactua com desvios de dinheiro em creches, com máfias nos transportes, com evasão de valores de projetos habitacionais, com agressões à mulher, tampouco com o criminoso negacionismo vacinal.
Augusto Melo, em sua costumeira tentativa de obter vantagens do poder público, tenta vincular o clube à candidatura de um palmeirense, aliado de conveniência. De forma despudorada, atira à lama o nome da mais importante organização social brasileira. Que o conselho do clube, os sócios da instituição e a Fiel Torcida possam puni-lo pelo gravíssimo acinte.
Em tempo: não confundir o CDC com os Gaviões da Fiel, que estão vendidos à diretoria do Corinthians
