Oposição do Palmeiras supera expectativas no ‘1º turno’ das eleições

Em votação no Conselho Deliberativo, a oposição do Palmeiras, encabeçada por Savério Orlandi, conseguiu 85 votos, dos 80 previstos, qualificando-se para concorrer contra a chapa de situação, de Leila Pereira, que obteve 168.
Houve ainda 10 votos em branco – de gente, provavelmente, insatisfeita com a gestão ou com os candidatos propostos.
Ainda que larga, a vantagem de Leila, construída, em parte, com grande movimentação financeira, demonstra que a unanimidade em Parque Antártica inexiste.
A oposição tem chances de vencer as eleições?
É pouco provável.
Mas, sem dúvida, é o pontapé inicial para que o Palmeiras seja mais democrático e melhor fiscalizado.
Leila tem o mérito de não ter estragado a herança das gestões anteriores, resultando na manutenção de caixa robusto e conquistas esportivas.
Há margem, porém, para avançar.
O clube mantém ainda cargos políticos que deveriam ser ocupados por profissionais e relações impróprias com empresas de cartolas, entre as quais a da atual presidente.

Apesar de obviamente corinthiano, eu reconheço que se as circunstâncias da vida me levassem a uma reunião com os candidatos a presidente da Sociedade Esportiva Sem Mundial eu não teria medo algum de deixar o celular ou a carteira sobre a mesa e ir ao banheiro, coisa que eu jamais faria perto da quadrilha que atualmente comanda o Parque São Jorge. Aliás, conforme denúncias deste blog, não deixaria qualquer criança perto deles também.