Para segurar impeachment, Tuma Junior quer o controle administrativo do Corinthians

Paulo Li e Romeu Tuma Junior

Nas últimas semanas, muita gente estranhou os ataques de Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, à gestão Augusto Melo, a quem sempre apoiou – e por ela foi apoiado.

Trata-se de jogo político, que alguns em Parque São Jorge enxergam como chantagem.

Tuma tem atrasado os tramites do impeachment de Augusto e agora parece querer cobrar a conta.

A pressão pela demissão do CEO do clube não existe pelas razões que deveriam – e são muitas, algumas até bem utilizadas pelo esperto conselheiro -, mas pelo desejo de assumir suas funções, ainda que informalmente – porque, oficialmente, seria incompatível com o cargo ocupado no Conselho.

Sob falsa premissa de austeridade, o ex-delegado quer o controle administrativo do Corinthians.

Se conseguir o intento, direcionará os votos do ‘União dos Vitalícios’ contra a proposta de impedimento.

Este é o nível da política do Corinthians.

Alheios às manobras dos poderes do clube, conselheiros que não integram a diretoria, nem se alinharam à política chinesa do presidente do Conselho, batalham, nos bastidores, para que a Comissão de Ética acelere os trabalhos e o impeachment seja, finalmente, votado em plenário.

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1 Comentário

  1. O único ser com nome e pedigree de um legítimo Filhote da Ditadura já tentou por diversos meios deixar algum legado, mas será sempre apenas ‘o filho do Tuma’.

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