Para segurar impeachment, Tuma Junior quer o controle administrativo do Corinthians

Nas últimas semanas, muita gente estranhou os ataques de Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, à gestão Augusto Melo, a quem sempre apoiou – e por ela foi apoiado.
Trata-se de jogo político, que alguns em Parque São Jorge enxergam como chantagem.
Tuma tem atrasado os tramites do impeachment de Augusto e agora parece querer cobrar a conta.
A pressão pela demissão do CEO do clube não existe pelas razões que deveriam – e são muitas, algumas até bem utilizadas pelo esperto conselheiro -, mas pelo desejo de assumir suas funções, ainda que informalmente – porque, oficialmente, seria incompatível com o cargo ocupado no Conselho.
Sob falsa premissa de austeridade, o ex-delegado quer o controle administrativo do Corinthians.
Se conseguir o intento, direcionará os votos do ‘União dos Vitalícios’ contra a proposta de impedimento.
Este é o nível da política do Corinthians.
Alheios às manobras dos poderes do clube, conselheiros que não integram a diretoria, nem se alinharam à política chinesa do presidente do Conselho, batalham, nos bastidores, para que a Comissão de Ética acelere os trabalhos e o impeachment seja, finalmente, votado em plenário.

O único ser com nome e pedigree de um legítimo Filhote da Ditadura já tentou por diversos meios deixar algum legado, mas será sempre apenas ‘o filho do Tuma’.