A surreal entrevista de Leila Pereira

Leila Pereira, presidente que concorre, na condição de favorita, à reeleição no Palmeiras, concedeu surreal entrevista à FOLHA.

Questionada sobre as razões do rompimento com a Mancha Verde, a quem, por anos, bancou com aportes financeiros milionários, não respondeu.

Preferiu dizer que prioriza os 20 milhões de palmeirenses.

Não era assim no passado.

Leila disse também:

“Quando eu comecei como patrocinadora em 2015, eu não imaginava ser presidente do Palmeiras”

Não é verdade.

Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, inventou lapso temporal de associada à Leila, permitindo a conquista, irregular, da almejada presidência muito antes do tempo previsto no estatuto – se levado em consideração o período verdadeiro de inscrição.

O bolso do cartola, através de um Sindicato, foi abastecido pela gratidão.

Outra frase incrível da entrevista:

“A minha empresa tem muita credibilidade no mercado. E no futebol o que falta, muitas vezes, é credibilidade. Nós trouxemos a nossa credibilidade aqui para o Palmeiras”

Tratar a CREFISA, com milhares de reclamações judiciais, e a FAM, com administração sub-judice por suspeita de fraude, como empresas de credibilidade, é distorção absoluta da realidade.

Dizer que elas credibilizaram o clube é afrontoso à história da agremiação.

Ao final, Leila revelou, talvez, o que pode ser o verdadeiro objetivo, agora que suas empresas deixarão de patrocinar o clube, de permanecer cartola no Palmeiras.

“Se no futuro eu puder colaborar na CBF ou no lugar que seja, estarei sempre à disposição para colaborar com o futebol brasileiro”

Uma ponte para possibilidades políticas mais ousadas.

O alicerce da profissionalização do Palmeiras foi a gestão Paulo Nobre; as que vieram depois foram meros beneficiários da boa herança.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.