Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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Confraternizar é a reposição de energias, pois nela compartilhamos nossas conquistas, aprendizados e superações.
Joel Beuter: Pensador
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Caros colegas do apito dos anos 1960/2015
Faltam dezesseis dias para estarmos juntos recordando nossas peripécias dentro e fora dos campos, idem quanto as cansativas viagens de carro, ônibus e outros transportes a fim de cumprimos nossa difícil e monitorada atividade.

Observação
Melhores esclarecimentos: Ligue para Rita de Cassio Rogerio
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28ª Rodada da Série A do Brasileirão 2024 – Sábado 28/09
Palmeiras 2 x 1 Atletico-MG
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (FIFA-RJ)
VAR
Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Item Técnico
1º – Aos sete minutos da primeira etapa, depois da cobrança de escanteio, lado direito ataque palmeirense, bola desceu, goleiro atleticano sobe, é trombado pelo oponente Fabinho, bola sobrou para Murilo mandar pro fundo da rede; falta corretamente apontada.
2º – No 43º minuto, atacante palmeirense Mauricio em cima da linha da pequena área, no ato de chutá-la, teve seu ombro sem nenhuma força ou tentativa de segura-lo levemente atingido pela mão do braço direito do oponente Igor Gomes, de imediato árbitro apontou penalidade máxima que não me convenceu, idem: revendo por três vezes o teipe do fato.
VAR calou, Raphael Veiga bateu, abrindo o placar 0 x 1
3º – O segundo e gol da vitória alviverde teve origem na perfeita e corretamente falta penal apontada por Bruno Arleu Araujo, cometida pelo atleticano Rubens no oponente Dudu, cometida pele atleticano Rubens. Raphael Veiga: Bateu pro fundo da rede.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo 01 para palmeirense e 03 para atleticanos
Domingo 29/09 – São Paulo 3 x 1 Corinthians
Árbitro: Rafael Klein (FIFA-RS)
VAR
Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Item Técnico
1º – Aos 18 minutos da etapa inicial, bola bate e rebate dentro da área alvinegra, sobrou para Rato atacante são-paulino cabecear em direção a meta, no caminho, a redonda bateu em um corintiano que estava com braço colado ao corpo, reclamado pênalti pelos tricolores, com árbitro, corretamente, nada marcando.
2º – Próximo do término da primeira etapa, Fagner defensor corinthiano, dentro de sua área, insensata e maldosamente, cometeu falta penal no oponente Calleri, que mesmo em lance de total domínio do espaço, não apontada pelo boto-branco
VAR
Avisa ao árbitro para ir ao monitor; foi, viu e reviu, voltando pro campo, confirmou a penalidade, premiando Fagner com seguindo amarelo, seguido do vermelho
Penalidade: batida por Lucas, findada no fundo da rede 1 x 0
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 07 para tricolores e 06 para alvinegros, dentre estes; Diego Ferreira preparador físico
Vermelho: Aos corinthianos Fagner e André Ramalho
Cruzeiro 1 x 1 Vasco
Árbitro: Matheus Candançan (SP)
VAR
Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (FIFA-SP)
Item Disciplinar
Bom trabalho desenvolvido pelo árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para vascaínos
Vermelho: 01 para vascaíno
Quarta Feira 02/10 – Semifinais da Copa do Brasil 2024
Atlético-MG 2 x 1 Vasco da Gama
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (FIFA-SP)
VAR
Wagner Reway (FIFA-ES)
Item Técnico
Bom o trabalho apresentado por Flavio Rodrigues de Souza, idem: seus assistentes.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para vascaínos
Flamengo 1 x 0 Corinthians
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
VAR
Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
Item Técnico
Normal desempenho do árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para rubro-negros e 03 para alvinegros
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Coluna em Vídeo
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos
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Política
Da cadeirada de agora ao Cacareco de ontem

Seguimos negando as evidências, como se a defesa do meio ambiente nada tivesse que ver com a área municipal
No próximo domingo, celebram-se eleições para prefeitos em 5.570 municípios, além de 58 mil vereadores ao longo do País. Na cidade de São Paulo, a expectativa pelo resultado é redobrada e ecoa Brasil afora, mas não só porque se trata da maior cidade do País e da América Latina.
O motivo principal foi a campanha eleitoral ou, mais exatamente, a “cadeirada” que dominou um dos debates entre os candidatos a prefeito. Mais do que nunca, aplica-se naquele episódio o velho refrão “vivendo e aprendendo”. No entanto, os políticos parecem não ter entendido o significado de uma eleição, vendo toda a campanha eleitoral como se fosse apenas uma contagem para arrebanhar votos. Ou uma simples aposta na Mega-Sena acumulada…
A “cadeirada” mostrou a pobreza da campanha eleitoral e, mais do que tudo, revelou que os insultos verbais geram reações impensadas. Não ouso defender o autor da “cadeirada”. No entanto, prefiro vê-la como uma reação à mediocridade da campanha eleitoral (revelada naquele debate) e da qual ele próprio foi um dos protagonistas.
Lembro-me agora do “resultado” da eleição à Câmara de Vereadores em 1959 na cidade de São Paulo. Naquela época não havia urna eletrônica como agora (quando usamos apenas números) e se votava escrevendo o nome do candidato preferido numa cédula de papel.
Pois, naquele ano de 1959, o rinoceronte Cacareco, do zoológico paulistano, obteve mais de 100 mil votos, transformando-se no vereador mais votado, suplantando mais de 450 candidatos à Câmara Municipal. A iniciativa e propaganda do rinoceronte-candidato foram inventadas pelo jornalista deste jornal Itaboraí Martins, e o Estadão encampou e divulgou.
Ali estava a crítica mais aguda à medíocre campanha eleitoral daquele 1959. Surgiu até uma canção para festejar o “candidato” que muitos entoavam pelas ruas. “Cansados de tanto sofrer / E de levar peteleco / Vamos agora responder / Votando no Cacareco”.
Os meios de comunicação do mundo inteiro contaram do “êxito” de Cacareco, que mesmo sendo o candidato mais votado, com mais de 100 mil sufrágios para ocupar uma das 45 cadeiras de vereadores, obviamente não foi reconhecido pela Justiça Eleitoral. Os sufrágios a ele destinados foram anulados.
Agora não existem rinocerontes que tomem o lugar de Cacareco, que morreu anos atrás, mas cujo esqueleto se encontra à mostra no Museu de Anatomia da Universidade de São Paulo.
No País inteiro, os partidos políticos e os candidatos a prefeito, vice e vereadores receberam agora R$ 4,9 bilhões (repito, bilhões), nada menos do que 150% superior à verba das eleições municipais de 2020.
Mundo afora, todos reconhecem que os municípios são a “célula mater” da administração pública. Lá, os problemas estão à mostra, ainda no nascedouro, antes de expandir-se pelo Estado e o País. Assim, é mais fácil resolvê-los. Entretanto, na maior cidade da América Latina a defesa do meio ambiente não apareceu na propaganda eleitoral ou foi apenas mencionada nos debates dos candidatos.
Assim, pergunto: será mesmo que estamos aprendendo com o desastre, ou continuamos na inércia, sem reagir à hecatombe da crise climática, que nós mesmos engendramos e fizemos nascer?
Nos anos 1970, em Belém do Pará, marcavam-se encontros para “antes” ou “depois” da chuva que despencava diariamente.
Tudo isso está desaparecendo por uma devastação progressiva e predatória em que a mata nativa está sendo avassalada pela especulação imobiliária. Nas áreas de Cerrado estão a maioria de nossas vertentes hidrográficas, mas nem isso tratamos de preservar.
Ou o mais sensato ou verdadeiro será recorrer àquele antigo versinho que virou refrão popular?
“Por falta de prego perdeu-se a ferradura / Por falta da ferradura perdeu-se o cavalo / Por falta do cavalo perdeu-se o cavaleiro / Por falta do cavaleiro perdeu-se a batalha / E assim perdeu-se o reino inteiro.”
Tudo está à mostra, mas parece não existir. O Cerrado sofre mais, atualmente, do que a Floresta Amazônica. As queimadas dos campos, em boa parte criminosas, aí estão espalhando minipartículas nas grandes e pequenas cidades. O Pantanal irá desaparecer até 2070, segundo cálculos da ciência climatológica. Quando conheci Belém do Pará nos anos 1970, lá chovia todos os dias. Atualmente, boa parte dos grandes rios estão secos ou assoreados. Já não há navegação nem pesca, coisas essenciais naquela região.
Em São Paulo, o Sistema Cantareira, que abastece grande parte da área metropolitana, está muito abaixo dos níveis normais. No entanto, continuamos a lavar calçadas com água tratada e potável ou seguimos lavando automóveis com a mesma água.
Seguimos, porém, negando as evidências, como se o assunto nada tivesse que ver com a área municipal. Poderemos negar as evidências, tal qual no passado não vimos que Cacareco era uma advertência?
Flávio Tavares: Jornalista, escritor e professor aposentado da Universidade de Brasília- Publicado no Estadão dia 04/10/2024
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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público; idem: funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, idem nos bastidores do futebol brasileiro.
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Finalizando
“A corrupção política é apenas uma consequência das escolhas do povo”
Laércio Monteiro: Pensador
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Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-05/10/2024
