Torcedores ‘organizados’ ligados à Máfia na Itália não diferem dos que atuam no Brasil

Ontem, dezoito torcedores organizados de Milan e Internazionale foram presos sob acusações diversas, entres as quais a de sociedade com a Máfia italiana.

Segundo o MP de Milão, havia extorsão na venda de ingressos, mensalinho cobrado dos estacionamentos, controle de cartel na venda de bebidas, brigas, propagação de discurso racistas, etc.


Detalhes podem ser conferidos em reportagem do Corriele Dela Sera:

18 líderes ultras da Inter e Milan presos: “Uma associação criminosa nas curvas de San Siro”. Extorsão em multas, proteção em estacionamento e brigas | Corriere.it


O ocorrido na Europa não difere muito do que acontece por aqui.

As principais torcidas organizadas do Brasil estão, há tempos, sob o controle do crime organizado.

Também atuam no cambismo de ingressos, na cobrança extorsiva de estacionamentos próximos aos estádios (flanelinhas), entre outros meios bandidos de lucratividade.

Existe, porém, algo que torna a nossa situação mais preocupante.

Na Itália, os clubes fazem vistas grossas, mas não participam das atividades criminosas; no Brasil, há casos, como o do Corinthians, em que a ‘organizada’ e o crime organizado parecem ter se infiltrado na diretoria.

Dinheiro originário do clube, recentemente, foi encontrado em contas sob domínio do PCC.

Corinthians e ‘organizada’ recebem dinheiro de operações, tratadas como criminosas, ligadas ao cantor Gusttavo Lima.

Vai de Bet e Esportes da Sorte, no Timão, e Obabet, na facção.

Semana passada, o presidente Augusto Melo, convidado como tal, levou representantes dos Gaviões da Fiel em reunião com um grupo de conselheiros alvinegros.

O objetivo, evidentemente, era o de intimidá-los.

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