Pantaleão e Cascone: a verdade sobre a diretoria jurídica do Corinthians

Marcos Boccatto, Vinicius Cascone e Augusto Melo

Muita gente se surpreendeu com a queda do influencer Leonardo Pantaleão da diretoria jurídica do Corinthians.

O leitor deste blog não.

Pantaleão nunca teve autonomia no departamento.

Nem Yun Ki Lee, o antecessor.

Desde antes das eleições do Corinthians, dissemos que o jurídico do clube seria comandado, de fato, por Vinicius Cascone, advogado pessoal de Augusto Melo.

Mas não apenas dele.

Cascone somente não assumiu o cargo porque Augusto Melo precisava acomodar aliados políticos.

Yun era da cota de um dos grupos que trabalhou nas eleições.

Pantaleão, indicação de Tuma Junior.

Não à toa o ex-delegado, pouco após anunciado o afastamento, enviou texto indignado no grupo de conselheiros.

Na sequência, o diretor demissionário foi empossado na Comissão de Assuntos Jurídicos, chefiada pelo Conselho Deliberativo.

Na prática, apesar de diretores, tanto as determinações de Yun Ki Lee quanto as de Pantaleão somente prosperavam após aprovação de Vinicius Cascone.

Como não eram santos, suportavam as humilhações pelas benesses do poder.

Nenhum deles, porém, pagou para ver quando os rolos da diretoria ganharam a mídia.

Yun pulou fora quando a Vai de Bet passou a ser investigada pela polícia; Pantaleão, depois do Fantástico confirmar que Gusttavo Lima, conforme adiantado pelo Blog do Paulinho, é um dos elos de ligação entre a patrocinadora anterior e a atual.

Livre de compromissos, Augusto Melo indicou, enfim, Vinicius Cascone para assumir o posto que vagou.

Na prática, tudo permanecerá como está.

A efetivação de Cascone, aliado ao poder exercido, sem cargo, por Marcos Boccatto, presidente de honra do Água Santa, no futebol alvinegro, representa, entre imoralidades, o processo de diminuição institucional do Corinthians.

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