Corinthians: Dia da transparência não doeu em ninguém

Produzido às pressas, o ‘Dia da Transparência’ do Corinthians, promessa descumprida de Augusto Melo, retomada nove meses após para fins midiáticos, decepcionou, principalmente, os apoiadores do Presidente.
Quando da primeira divulgação do evento, Melo foi enfático ao dizer que a gestão anterior seria exposta “doa a quem doer”.
No final, não doeu em ninguém.
Dos cinquenta minutos de explanações – o restante do tempo foi ocupado com perguntas de jornalistas e influencers – mais da metade foram exibições de slides da contabilidade recente do clube.
Números não checados, nem aprovados pelo Conselho, inviáveis de serem conferidos pelos que estavam presentes ou acompanhando pela internet.
Um grande nada.
Aos números, foram juntados, para constrangimento de qualquer estudante de contabilidade, R$ 471 milhões tratados como ‘recuperados’, quando, em verdade, eram indevidos pelo clube, fruto de ações de cobrança indeferidas pela Justiça.
Ou seja, nunca foram cobrados (executados); não existiam, de fato.
À explanação, como vem ocorrendo há anos, faltou explicar porque o Arena Fundo cobra R$ 100 milhões do Corinthians, dívida avalizada, oficialmente pelo clube, que, porém, é escondida no balanço alvinegro.
Os protagonistas do ‘powerpoint’ foram o diretor de finanças Pedro Silveira, investigado por fraude nos EUA, o diretor jurídico e influencer Dr. Pantaleão, e o CEO Fred Luz, que não pode ter o cargo exposto no site oficial por trabalhar em empresa que já prestava serviços ao Timão.
Não houve críticas relevantes ao passado, para frustração dos que esperavam as cabeças dos cartolas da Renovação e Transparência expostas em praça pública.
Tratava-se, conforme adiantado pelo blog, de proteger dirigentes da atual gestão que ocuparam cargos relevantes nas administrações recentes.
Iniciada a coletiva, em vez de atacada, a diretoria anterior foi elogiada.
Pedro Silveira e Pantaleão disseram, sob olhares de Augusto Melo, que o clube trabalha para adotar o sistema, criado pelo grupo de Duílio ‘do Bingo’, ao qual trataram como ‘muito bom’, de vender cotas do estádio a torcedores através do Arena Fundo.
Para bajular os co-gestores Gaviões da Fiel, o plano foi apontado como assessório à ideia de pagamento por Pix, defendida pela torcida.
Na prática, se adotada a iniciativa do Corinthians, a outra, evidentemente, nasce morta.
Nos momentos em que a transparência foi exigida, as respostas foram evasivas.
Silveira disse que não poderia comentar o valor total da Folha Salarial, a pergunta sobre a contratação de influencers para as categorias de base não foi respondida, e o caso criminal da Esportes da Sorte foi tratado por Pantaleão como ‘dificuldades’ da patrocinadora, ‘em quem o clube confia plenamente’.
Pego no contrapé, o diretor financeiro admitiu que o clube trabalha com a hipótese de Recuperação Judicial, em contrassenso a todo o otimismo apresentado e à movimentação de mercado recente do alvinegro.
O engodo do ‘Dia da Transparência’, que pode ser exemplificado com a presença de Vinicius Cascone à mesa, advogado que Augusto Melo utilizou em meio ao ‘esquema Barbarense’, não serviu para esclarecer coisa alguma, nem para denunciar os vociferados infratores.
Ocupou, porém, as manchetes dos principais portais da imprensa esportiva.
Era este, efetivamente, o objetivo principal da reunião: esconder da mídia os assuntos impuros do presente.
Marcos Boccatto, do Água Santa, estava lá, mas, como de hábito, preferiu não aparecer, assim como ocorre com os ‘investidores’ das ‘três letras’ dos quais o cartola administra os interesses em Parque São Jorge.

Optei por ver apenas o que os veículos Chapa Branca noticiaram para entender qual era a mensagem que os ‘executivos’ realmente queriam passar à torcida. Mesmo isso, foi risível.
O Augusto Melo não passa de um vendedor de carros usados e ele e os demais dessa turma dos analfaBETS de Água Santa, Barbarense, São Bernardo, lavadores de dinheiro se passando por ‘patrocinadores’ e a maioria dos demais não passam daquilo que nos EUA chamam de “the gang that couldn’t shoot straight”, caras burros demais até para serem bandidos levados a sério, não duraram 6 meses sem darem motivo para renúncia imediata (mas serão impichados se o time cair).