Juíza contraria, novamente, diretor de Tremembé e autoriza visita virtual do pai de Robinho

No dia 04 de julho, o ex-jogador Robinho, através de seus advogados, solicitou à Justiça que seu pai, Gilvan de Souza, que encontra-se acamado sob cuidados de home-care, pudesse visitá-lo, de maneira virtual, no presídio de Tremembé.
À época da pandemia, houve permissão para que os presos mantivessem contato, pela internet, com parentes e advogados.
Ainda assim, nem todos os pedidos eram atendidos.
Após, não mais.
No dia 17, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani consultou o presídio sobre a possibilidade.
O diretor Antônio Donizeti Cardoso protocolou parecer contrário à autorização.
Ausência de amparo na legislação penal, excepcionalidade à época do COVID-19 e a necessidade de tratar os presos com igualdade foram as alegações principais.
O Ministério Público concordou.
Porém, de maneira surpreendente, a magistrada, que, normalmente, nega pedidos dos presos de Tremembé, abriu exceção a Robinho, permitindo a visitação virtual de seu genitor “excepcionalmente e em apenas uma vez”.
Não é a primeira.
Dias antes, Zeraik, também contrariando o presídio e o MP, permitiu, a revelia da regulamentação da SAP, que os três filhos de Robinho pudessem visitá-lo numa mesma data.
Juíza contraria direção de Tremembé e permite visita dos filhos de Robinho
São atitudes, apesar da desconformidade com o regramento, corretas, raras em se tratando desta juíza que, tomara, passe a acolher também os demais presos, não apenas o famoso ex-jogador do Santos.
Nunca é tarde para rever conceitos de humanidade.
Se, como previsto, Robinho segue sem moleza com a direção do presídio, o mesmo não se aplica às movimentações da Vara de Execuções de São José dos Campos (responsável pelo presídio de Tremembé).

