O crime organizado no Corinthians

Ontem (08), Rubens Gomes, ex-diretor de futebol do Corinthians, às portas da delegacia que apura o caso ‘Vai de Bet’, declarou:
“Minha preocupação é o crime organizado se instalando no Corinthians”.
Rubão tinha acabado de prestar depoimento.
Segundo informações, comprometendo, e muito, o presidente alvinegro.
A policia descobriu que o dinheiro de comissionamento, pago, indevidamente, pelo clube a Alex Cassundé, ex-funcionário de campanha de Augusto Melo, diluiu-se em contas administradas pelo PCC.
Suspeita-se que parte para quitar despesas de campanha (especula-se que poderia haver fornecedores ligados à criminalidade).
A sobra e os pagamentos posteriores – que não ocorreram, estariam programados para serem embolsados.
O Corinthians é comandado, efetivamente, por Augusto Melo, Marcos Boccatto, presidente de honra do mal-afamado Água Santa, e Vinicius Cascone, advogado que participou da formulação do contrato com a Barbarense.
Abaixo deles, Claudinei Alves e Valmir Costa.
O operador, a mando, é Marcelo Mariano, o Marcelinho, há décadas homem de confiança do vice Osmar Stabile.
Em entrevista, Rubão tratou Augusto, Marcelinho e Sérgio Moura – ex-diretor de marketing do clube como ‘Trio Vai de Bet’.

Enquanto o ex-diretor, que bancou o atual presidente por seis anos, diz o que diz, portanto com conhecimento de causa, os demais poderes do clube silenciam.
Seus comandantes: Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo, que sempre se apresentou com o discurso de ‘tolerância zero’ contra a corrupção, e o desembargador Miguel Marques e Silva, próximo de Boccato desde os tempos de Água Santa.

Vídeo em que Rubens Gomes fala sobre o crime organizado no Corinthians:
