Regras do Surf, nas Olimpíadas, precisam mudar

É inadmissível, num ambiente esportivo, que um dos competidores tenha condições de disputa melhores do que o outro.

A igualdade é essencial para que o diferente se destaque.

O que se viu ontem na final do Surf masculino nas Olimpíadas é exatamente o contrário.

Gabriel Medina, nitidamente superior ao adversário, perdeu a chance de conquistar o Ouro por ausência de ondas no mar do Tahiti.

Em comparativo com o futebol, seria como retirarem a bola do jogo após uma das equipes ter assinalado o primeiro gol.

Qual a chance de empatar, ou virar?

Não é esporte.

Pelo menos, não de competição.

Se o Circuito de Surf não se incomoda com a injustiça, cabe ao COI, como ocorrido em algumas situações pontuais, estabelecer regramentos compatíveis com o olimpismo.

O melhor tem que vencer, não o mais sortudo.

Em sugestão, que se estabeleça um limite de ondas, escolhidas pelo surfista, para serem avaliadas, não seguindo mais o tempo do relógio que, por vezes, é incompatível com os desígnios da natureza.

Talvez três ondas para cada participante ou cinco com descarte das duas piores.

Do jeito que está é que não pode ficar.

Mudar para melhorar ou deixar o Surf restrito aos interesses comerciais do próprio nicho, longe, porém, dos Jogos Olímpicos.

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