Governo de São Paulo condena Ronnie Lessa à morte ao leva-lo a Tremembé ‘fake’

Em delação premiada, Ronnie Lessa, assassino de Marielle Franco – e de tantos outros, negociou sua transferência para o presídio de Tremembé, dos únicos locais do país em que teria a segurança assegurada.

No Brasil, por mais repulsivo que seja o bandido, não existe pena de morte.

É dever do Estado resguardar a segurança do preso para que cumpra a pena que lhe for determinada.

Nesse contexto, o Ministro Alexandre de Moraes determinou Tremembé como local de reclusão do delator.

A população carcerária do presídio, em grande parte, é formada por policiais, estupradores e ‘criminosos de mídia’, quase sempre ligados a homicídios.

Não entra ninguém ligado a facção criminosa.

Ontem, o UOL revelou que Lessa estaria jurado de morte pelo PCC e que a execução ocorreria, possivelmente, em Tremembé, razão da revolta de agentes penitenciários com sua presença no local.

Estranhamos.

Descobrimos, então, que Lessa não foi direcionado ao notório presídio das ‘estrelas’, que é complexo Tremembé II, mas para Tremembé I, o ‘fake’, sediado na mesma cidade, porém comandado pelo PCC.

Ao realizar esta manobra, que, certamente, burla o acertado em delação premiada e descumpre decisão do STF, o Governo de São Paulo, através da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), jogou o preso aos leões.

Assim que sair da ‘solitária’, é pouco provável que sobreviva.

Resta saber quais interesses estão sendo atendidos com o procedimento.

Não podemos esquecer que Lessa é membro de uma quadrilha de milicianos ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que, coincidentemente, comanda as ações de Tarcísio de Freitas, Governador de São Paulo.

A morte do bandido o desagradaria – ou a gente ligada a ele?

Se Lessa não for transferido – ainda assim com grande risco para sair de Tremembé I – ao complexo Tremembé II, o que, de fato, era o acordado, não será julgado pelas barbaridades que cometeu, situação que poderia facilitar a vida de outros réus envolvidos no homicídio de Marielle, além de delatados ainda mantidos em sigilo.

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