O exemplo chinês de tratamento ao cartola corrupto

Chen Xuyuan, ex-presidente da Associação Chinesa de Futebol, foi condenado à prisão perpétua por aceitar subornos de R$ 54 milhões.
No Brasil, somente José Maria Maria Marin, pelas mesmas razões, foi encarcerado.
Mas pela Justiça americana.
Fosse no Brasil, permaneceria livre, como estão Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e assemelhados.
Não queremos, evidentemente, o exagero da prisão perpétua, mas, no mínimo, que as investigações avancem até que o julgamento seja concretizado.
Condenação ou absolvição, de acordo com as provas.
Por aqui, os casos morrem muito antes de chegarem aos Tribunais.
As razões estão expostas nas listagens de conselheiros e diretores publicadas nos sites oficiais da agremiações, em que estão presentes policiais, promotores e magistrados.
A ‘gratidão’ leva à ingerência que acaba por eliminar qualquer possibilidade de apenamento da cartolagem.
Em resumo, promiscuidade.
