A violência contra o Fortaleza e a ausência de solidariedade

O mais recente ato de violência das facções tratadas como ‘organizadas’ ocorreu entre pilantras que se apresentam como torcedores do Sport contra jogadores da equipe do Fortaleza.

Os covardes atiraram bombas contra quem nada tinha para se defender – porque não participavam de guerra, ‘apenas’ iriam trabalhar.

Atletas gravemente feridos e traumatizados foi o resultado final.

Por sorte, ninguém morreu.

Apesar do grave incidente, tirando os que, de alguma maneira, são ligados às vítimas, quem se solidarizou?

Os jogadores das demais equipes permanecem mudos.

Deveriam, desde já – tivessem um sindicato decente – não entrar em campo até que medidas sérias sejam tomadas pela cartolagem nacional.

O Sindicatos do Atletas, assim como o de treinadores, são reféns de vagabundos que sobrevivem do suor de seus achacados.

Não estão nem aí para problemas, principalmente os que possam lhe indispor com o poder constituído.

Nesse contexto, haveria a necessidade da união entre os próprios atletas, talvez através dos capitães das equipes; mas quem deles, nos recentes anos, se posicionou por algo que não fosse o próprio contrato de trabalho?

E os clubes, também atingidos pela selvageria?

Quando retirarão os privilégios dessa gente e passarão a vender lugares nos estádios para todos, sem a demarcação de tribo que estamos acostumados a presenciar?

O futebol brasileiro precisa, há tempos, sair desse ciclo de violência que somente interessa aos que sobrevivem do caos, sejam eles os que recebem dinheiro dos dirigentes ou estes, que utilizam os ‘organizados’ como massa de manobra a serviço de seus projetos de dinheiro.

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