Conselheiro pressiona presidente do Corinthians por cargo remunerado na base

Dias atrás, o Blog do Paulinho noticiou que Fredy Marcelo, conselheiro eleito do Corinthians, foi traído pelo agente de jogadores Augusto Melo, presidente do clube.
A promessa era a de nomeá-lo em cargo relevante nas categorias de base.
Augusto, porém, privilegiou seus sócios do notório esquema Barbarense, Claudinei Alves, a quem destinou a Diretoria Geral, e Valmir Costa, que ficou com o cargo de adjunto.
Por composição política, dois outros ‘adjuntos’ foram criados; os indicados foram Fabrício Vincentim e Wanderson Salles (que ‘comprou’ o cargo através de doações de campanha).
Até mesmo o ex-jogador Chicão se deu bem, colocado em função remunerada que nunca antes exerceu.

Fredy Marcelo, que elegeu 25 conselheiros numa das chapas concorrentes e batalhou para colocar Augusto no poder, sendo uma espécie de mentor do ‘jogo sujo’ eleitoral, almejava, ao menos, uma destas colocações.
Em nossa matéria, dissemos que somente uma adequação (bem) remunerada poderia amenizar o clima entre as partes.
Durante a semana, para ‘esquecer’ a desfeita, Fredy teria exigido o cargo de Gerente Geral do Departamento de Base, que possui salário relevante.
Se contratado, abdicaria de ser conselheiro – procedimento obrigatório.
Augusto Melo estaria avaliando as implicações políticas e comerciais para decidir se seria melhor ceder ou não à pressão.
O último trabalho de Fredy Marcelo como gestor de categorias de base ocorreu na era Dualib, há 24 anos, quando terceirizou o departamento, através da ‘Eurosport’, para o agente Giuliano Bertolucci, que hoje é sócio de Kia Joorabchian.
