Rubão se diz ‘pobre’ em ação para tentar recuperar R$ 3,6 milhões em Bitcoins

Em agosto, o Blog do Paulinho revelou que Rubens Gomes, o Rubão, novo diretor de futebol do Corinthians, mantém – em cálculos de março, R$ 3,6 milhões em Bitcoins.
Não é conhecida a origem do dinheiro.
Há quem afirme que serviria como caixa para transações de jogadores; Rubão financiou a ‘operação Barbarense’, de Melo.
Estes ativos estavam depositados na corretora Binance, mas locados à Braiscompany, sediada em Campina Grande, na Paraíba, ambas investigadas, respectivamente, no exterior (em diversos países) e pela Polícia Federal, por fraudes diversas, entre as quais lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e mercado de capitais.
Os sócios da Baiscompany foram presos.


Em 09 de março de 2023, Rubão tentou encerrar todos os contratos com a corretora, emitindo, por email, ordem de saque no valor de R$ 3.645.406,04, mas não obteve sucesso.

A quantia estava bloqueada pela Justiça, assim como todas as contas e bens da corretora.
Rubens Gomes, talvez temeroso dos desdobramentos – todos os investidores estão listados no Inquérito – não solicitou esclarecimentos à PF, mas, diante do enorme prejuízo, decidiu processar as corretoras e conseguiu, durante a semana, decisão favorável para exibição de documentos:
“JULGO PROCEDENTE o pedido inicial, e JULGO EXTINTO o processo, com resolução de mérito, com base no art. 487, I, do Novo Código de Processo Civil, determinando que a requerida exiba os documentos mencionados na inicial, no prazo de 10 dias contado da publicação da presente sentença, sob pena de, em não o fazendo, ser objeto de busca e apreensão, aplicando-se o disposto no art. 400 e 536, §1º do NCPC”
A ação tramita em Segredo de Justiça.
O mais curioso neste processo, que dificilmente, diante das circunstâncias expostas, lhe será favorável (na questão do ressarcimento do prejuízo), é que Rubão pediu ‘justiça gratuita’, alegando-se pobre, sem dinheiro para o sustento básico da família.
Método utilizado, recentemente, por seu parceiro Augusto Melo na ação de Remissão Criminal após condenação à prisão por Sonegação de Impostos.
Por óbvio, o pedido foi negado.
Imaginem-se como se fossem o juiz do caso ao receber petição de pobreza de quem alega possuir R$ 3,6 milhões em Bitcoins.
É nas mãos dessa gente que o Corinthians será administrado, salva a possibilidade de impeachment, nos próximos três anos.
Abaixo, uma das transferências realizadas por Rubão à Braiscompany (o blog possui cópias de todas as transações)


