Os cúmplices de Mané da Carne, acusado de racismo no Corinthians

Ontem, em reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, o conselheiro Manoel Ramos Evangelista, vulgo Mané da Carne, protagonizou novo episódio de preconceito, sob o testemunho de 280 pessoas.
“Cala a boca, neguinho… vai tomar no seu cu”, disse ao colega de parlamento Luiz Ricardo Alves, conhecido como Seedorf
Depois: “neguinho do caralho’, a outro conselheiro, Marcio Moreira de Oliveira, apelidado ‘Feijão’.
Ambos chamaram a polícia em Parque São Jorge e, após, formalizaram Boletim de Ocorrência.
Havia magistrados, promotores de justiça e policiais na reunião; ninguém ousou dar voz de prisão a Mané da Carne, como não fizeram, noutras oportunidades, em comportamentos semelhantes do conselheiro, inclusive em tentativa de agressão a mulheres.
Muitos deles são cúmplices.
Alguns por covardia, outros por adesão aos pensamentos de Mané.
Assim como os que, por política, absolveram Manoel, diversas vezes, nas comissões de ética que ele frequenta como poucos.
Ontem, além da omissão das ‘autoridades’, antes da chegada da polícia, teve quem enfiou Mané num carro e lhe deu fuga, a pedido de conselheiros do grupo gestor.
Mané, ex-assessor de Andres Sanches na presidência do Corinthians e também no parlamento brasileiro, está sendo processado por misoginia contra Janja Lula e, recentemente, agrediu verbalmente, e quase fisicamente, as conselheiras Susy Miranda e Analu Tomé.
É, ao que parece, caso perdido.
Sua não expulsão do Corinthians, diante deste novo episódio, além da fuga assessorada e a omissão dos que, por profissão, eram obrigados a prendê-lo, explica muita coisa em Parque São Jorge.
Mané, procurado pela mídia, acovardou-se e, contrariando dezenas de testemunhas, disse que falou ‘amiguinho’ em vez de ‘neguinho’.
